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Resumo

Apresentação/Introdução A saúde brasileira se encontra entre o estágio demográfico e o epidemiológico se modificando nas regiões,de acordo com o desenvolvimento socioeconômico.Fatores como industrialização,urbanização,renda,educação,tecnologia,controle de natalidade e avanços na saúde pública foram essenciais para reduzir mortalidades por causas infecciosas.Desde 1980,o país tem avançado nos determinantes sociais,nos indicadores materno e infantil,bem como no acesso à atenção nos estabelecimentos de saúde.Porém,a atenção mãe-bebê,ainda é marcada por desigualdades socioeconômicas,limitando o acesso e atendimento nos serviços de saúde.Com isso,ao medir acesso ao atendimento,utilizam-se indicadores,que são medidas para fornecer informações acerca da saúde de uma população.Dentre estes,tem-se a Mortalidade Infantil,que aponta o desenvolvimento socioeconômico de uma nação.A análise mensura as condições de saúde de determinada população,em localidade e período de tempo de abrangência.Esse indicador ocorre por causas evitáveis e se associam a fatores,como os sociais,culturais e qualidade de assistência ao binômio mãe-filho.Para reduzí-lo,é necessário conhecimento dos determinantes de maior impacto,para que as ações de saúde sejam efetivas garantindo qualidade de vida à população,constituindo desafio para a saúde,pois, embora tenha ocorrido diminuição nas taxas,ainda é fator persistente no Brasil. Objetivos Analisar, na coorte de nascidos vivos do município de Fortaleza, os possíveis determinantes da mortalidade infantil evitável, bem como caracterizar o perfil epidemiológico dos nascidos vivos, no município de Fortaleza, no período de 2009 a 2019 e descrever a mortalidade infantil no período de 2009 a 2020. Metodologia Trata-se de estudo observacional,de coorte,retrospectivo,com abordagem quantitativa,realizado entre janeiro a outubro de 2021,a partir de registros de dados dos Sistemas de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) e Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM),mantidos pelo Ministério da Saúde e Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde.A amostra do estudo são todos os nascidos vivos registrados no SINASC,entre primeiro de janeiro de 2009 a 31/12/2019,filhos de mulheres residentes no município de Fortaleza,Ceará.As bases de dados foram relacionadas por linkage em duas etapas,a determinística e probabilística.A determinística foi realizada a partir da Declaração de Nascido Vivo,utilizando-se o software SPSS.Já em relação a probabilística,refere-se ao restante dos registros não pareados na fase anterior.Com isso,tem-se que a execução foi baseada em campos comuns,gerando pontuação probabilística para cada par classificado como iguais.Após isso,os registros de pares de casos foram conferidos manualmente.Acerca das variáveis utilizadas,têm-se estado civil,peso ao nascer,via de parto,quantidade de consultas no pré-natal,bem como idade gestacional e localização do parto. Resultados e Discussão A partir dos dados analisados,observou-se que 99,6% foram em ambiente hospitalar e 51,5% era representada por mulheres casadas ou com união estável.Acerca do pré-natal,foi visto que 51,9% das gestantes realizaram sete ou mais consultas,predominando recém-nascidos(RNs) pré-termo,com 10,5%.Além disso,evidenciou-se que o peso ao nascer é um fator importante para flutuação das taxas desse indicador,registrando prevalência de 7% dos RNs.Acerca da taxa de mortalidade infantil,foram registrados 0,4 para cada mil nascidos vivos.No mesmo período,a média do coeficiente de mortalidade neonatal precoce foi de 0,27,a neonatal tardia de 0,7 e a pós-neonatal foi de 0,15,com isso houve redução no componente pós-neonatal chegando a 3,2%,em 2020 e aumento para o neonatal precoce,com 7,2%,no mesmo ano.Notou-se que a escolha pela via de parto vaginal e fora do ambiente hospitalar são fatores que contribuem para o aumento nas taxas de mortalidade infantil,sendo associada a qualidade da assistência prestada,principalmente no componente neonatal,limitando o acesso à saúde.Ademais, a situação de saúde da população infantil,nos componentes neonatal e pós-neonatal,evidenciou fatores importantes como aspectos socioeconômicos e comportamentais.Outrossim,a adequada atenção à gestante se mostrou eficaz para redução na mortalidade,refletindo a situação atual desse indicador na capital cearense durante os anos estudados,bem como a evolução do coeficiente de mortalidade infantil nos componentes.Algumas medidas relativas a saúde,com enfoque na Rede Cegonha,com melhores condições de vida,destacando-se os fatores socioeconômicos e ambiental e assistência pré-natal adequada.Ademais,citam-se ações como controle de doenças infecciosas,Infecções Sexualmente Transmissíveis e a Estratégia Saúde de Família. Conclusões/Considerações finais Os principais fatores associados ao aumento da taxa de óbitos infantis, incluem baixa escolaridade materna, fatores de riscos comportamentais e de uso dos serviços de saúde, abrangendo número insuficiente de consultas pré-natais, parto vaginal e partos fora do ambiente hospitalar. Além disso, as características biológicas também estão associados,como a prematuridade, o baixo peso ao nascer e índice de Apgar abaixo do esperado.Pela técnica linkage, foi possível resgatar dados relativos aos fatores de riscos para o desfecho, oriundos tanto das Declarações de Nascidos Vivos como das Declarações de Óbitos infantis, ampliando o cenário dos determinantes que resultaram em óbitos evitáveis e os componentes de maior incidência. Sendo assim, há interação entre os fatores determinantes, principalmente no componente neonatal precoce, reforçando que a assistência de qualidade à gestante, ao parto e ao recém-nascido deve ser prioridade para execução de ações de prevenção e promoção. Referências BRASIL, T. B. et al. Fatores Associados à Mortalidade Neonatal com Ênfase no Componente da Atenção Hospitalar ao Recém-Nascido. Arquivos Catarinenses de Medicina, [s. l.], v. 47, n. 2, p. 70-86, 2018. Disponível em: https://revista.acm.org.br/index.php/arquivos/article/view/280. Acesso em: 15 nov 2021. OLIVEIRA, C. M. et al. Mortalidade infantil: tendência temporal e contribuição da vigilância do óbito. Acta Paul Enferm., São Paulo ,v. 29 , n. 3, p. 282-290, 2016. Disponível em: https://qa1.scielo.br/j/ape/a/8CZrQrCZtdmxFCzDc7Qmprp/?lang=en. Acesso 21 nov 2021. SANDERS L.S.C. et al. Mortalidade infantil: análise de fatores associados em uma capital do Nordeste brasileiro. Cad Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v.25, n.1, p.83-89, 2017. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/en/biblio-839619. Acesso em: 16 dez 2021.Apresentação/Introdução: A morte materna (MM) é definida como o óbito que ocorre com a mulher no período da gravidez ou no período após o parto, até 42 dias, independente da duração e local da gestação, relacionada a qualquer causa ou agravada pela gravidez ou por medidas em relação a ela, excluindo as causas acidentais e incidentais. A percepção dos indicadores de Morbidade e Mortalidade Materna como um grave problema de Saúde Pública e minha inserção na gestão da área técnica de Saúde da Mulher da Secretaria de Estado de São Paulo, explica a realização deste estudo sobre a implementação da estratégia dos Fóruns Materno infantil e sobre ações que potencialmente pudessem contribuir para qualificação da atenção com o propósito de alcançar a redução da mortalidade materna. Este estudo justifica-se pela necessidade de melhorar os indicadores de saúde materna e analisar os resultados da implementação da estratégia dos fóruns na promoção de integração e qualificação de serviços e melhoria da qualidade da assistência prestada na rede materno-infantil nos três níveis de atenção da RRAS 3 – Franco da Rocha.. Objetivos: O objetivo foi avaliar a implementação dos fóruns, suas potencialidades e limitações como instrumento para o fomento do trabalho em rede e os desafios da aplicação dos fóruns para qualificação da assistência materno-infantil como condição para melhoria dos indicadores de mortalidade materna e evitar desfechos desfavoráveis para o ciclo gravídico puerperal.. Metodologia: Estudo descritivo com elementos de análise de implementação da estratégia do Fóruns. A coleta de dados foi feita com base na RRAS 3 – Franco da Rocha de 2019 a 2023 em 2 fases: a primeira foi descritiva sobre a estrutura e o processo de funcionamento do fórum; e a segunda fase foi avaliativa e qualitativa por meio de entrevistas com gestores em momento prévio e pós a implementação do fórum. Estudo descritivo, de métodos mistos e retrospectivo. Foi feita avaliação participativa do processo de implementação com analise de suas contribuições para a estratégia de aprimoramento da rede de atenção ao ciclo gravídico e puerperal. A análise de implementação considerou uma variedade de fatores que influem na execução da intervenção, incluindo aspectos contextuais, processos de interação entre diferentes atores e componentes, além de avaliar resultados e impactos alcançados no sentido de aproximar políticas, estratégias e práticas. Foram feitas entrevistas e coleta de dados secundários em bancos dos sistemas de informações e registros das reuniões e seus foram transcritos e agrupados por categorias e submetidos à análise temática de conteúdo proposta por Minayo (2018).. Resultados e Discussão: Os Fóruns se realizaram através de encontros que foram requisitados pelo Departamento Regional de Saúde I representados pelo Centro de Apoio Regional à Saúde (CARS) representados na figura do Diretor de Saúde. A periodicidade do encontro de acordo com a demanda da região, o cronograma anual a cada 2 ou 3 meses, agendamento foi realizado pelo Coordenador do fórum ao final de cada sessão confirmando a data junto aos participantes. As pautas dos encontros foram definidas com posterior encaminhamentos aos gestores, sempre tendo como ponto de partida os movimentos e demandas da rede de atenção, que por sua vez tomou como consideração o caminhar das usuárias inseridas no ciclo gravídico, puerperal e neonatal. As estratégias de implementação, descritas como facilitadores do processo de configuração das mudanças das práticas de saúde e, geralmente, possuem uma estratégia geral de implementação combinada com uma série de estratégias. (PROCTOR, 2013).A aposta nesse modelo de trabalho em rede refletiu-se em uma abordagem mais colaborativa e coordenada na atenção materno-infantil. Os movimentos internos se traduziram em melhorias na estrutura organizacional e na abordagem da assistência, enquanto os movimentos externos concentraram-se em alinhar a instituição com os parceiros na rede. Isso resultou na promoção da integralidade do cuidado, em que a assistência é vista de maneira centrada nas necessidades das usuárias. Para incorporar e sustentar essa proposta, ficou evidente que o engajamento ativo dos gestores e profissionais é essencial. Eles desempenham um papel fundamental na garantia da sustentabilidade da estratégia. O engajamento não apenas assegura a implementação inicial, mas também promove a continuidade e a adaptação contínua da estratégia para atender às necessidades em evolução.. Conclusões/Considerações finais: Os fóruns proporcionam um espaço para análise, discussão e implementação de ações que visam melhorar a qualidade do atendimento, prevenir riscos e garantir a segurança da saúde materna. São importantes estratégia para a troca de conhecimentos e experiências, promovendo uma abordagem integrada e multidisciplinar. Os Fóruns na rede de atenção materno infantil vão além da abrangência da rede básica de saúde, permitindo análise aprofundada das características das usuárias, bem como da estrutura de gestão da rede como um todo. O modelo proposto sugere intervenções em vários pontos da rede de atendimento na área de atenção materno infantil, com foco na integralidade. Inclui não apenas os aspectos médicos das doenças, mas o contexto social que pode influir no bem-estar das usuárias. Essa abordagem visa proporcionar um cuidado integral, respeitando as diversas dimensões da saúde e bem-estar das mulheres e seus bebês durante o ciclo gravídico-puerperal.. Referências:

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Eixo Temático
  • Eixo 09 - Planejamento e avaliação em saúde: contribuições para a redução das desigualdades