EQUIDADE DA ASSISTÊNCIA COM A IMPLEMENTAÇÃO DO ACOLHIMENTO COM CLASSIFICAÇÃO DE RISCO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA Á SAÚDE

Vol.2 - 2024 - 199250
Relato de experiência
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Resumo

Contextualização: Segundo a Política Nacional de Atenção Básica PNAB, O “O acolhimento é um escuta qualificada e comprometida com a avaliação do potencial de risco, agravo à saúde e grau de sofrimento dos usuários, considerando dimensões de expressão física, psíquica, social e de gravidade, que possibilita priorizar os atendimentos e eventos agudos (condições agudas e agudização de condições crônicas) conforme a necessidade das pessoas, a partir de critérios clínicos e de vulnerabilidades, disponíveis em diretrizes clínicas e protocolos assistenciais definidos pelo SUS”. A secretaria de saúde do município de Fortaleza dispõe de cinco diretrizes clínicas (Gestante, Criança, Diabetes, Hipertensão e Saúde Bucal) implementadas na atenção primária como também o acolhimento com classificação de risco para eventos agudos na proposta de aplicar a equidade em saúde.. Descrição da Experiência: O processo de implementação do acolhimento com classificação de risco na Atenção Primária á Saúde (APS) de Fortaleza teve início em agosto/2023. Ministramos com profissionais e gestores discussões sobre Política Nacional de Humanização, Propostas de Acolhimento com Classificação de Risco na Atenção Primária á Saúde de Fortaleza com as Equipes da Estratégia de Saúde da Família, Equipes de Atenção Primária e Saúde Bucal. A metodologia foi apresentar para os envolvidos uma proposta inicial do fluxo do acolhimento na unidade, seguimos com divisão dos participantes em grupos para sugestões e possíveis alterações e assim, realizar uma primeira validação do acolhimento com classificação de risco para as Unidades de Atenção Primária á Saúde (UAPS). Nesta oficina, tivemos representação dos profissionais enfermeiros e gestores das 118 UAPS, GT Municipal dos Enfermeiros, articuladores da APS e SB, seis coordenadores regionais de saúde, 10 pontos focais, e as diversas coordenadorias da secretaria de saúde, Áreas técnicas da saúde da mulher e Doenças crônicas. Após esse momento foram realizadas 18 oficinas nas coordenadorias regionais para que os profissionais de todas as categorias pudessem participar, incluindo o conselho local e regional. O Fluxo do Acolhimento com Classificação de Risco foi validado em janeiro de 2024 e realizado o processo de publicização pela secretaria municipal.. Objetivo e período de Realização: Objetivo: Promover a equidade da assistência com a implementação do acolhimento com classificação de risco na atenção primária do município de Fortaleza. Período de Realização:oficinas realizadas no período de agosto á dezembro de 2023.. Resultados: O fluxo do acolhimento inicia com a primeira escuta do usuário realizada pelo porteiro na entrada da UAPS, onde orienta os usuários quanto as demandas programadas e de eventos agudos, a unidade seleciona diariamente profissionais para uma segunda escuta da demanda do usuário, caso seja queixa clínica do dia o encaminha para a sala de procedimentos para verificação de sinais vitais e dados antropométricos e em seguida segue para o acolhimento com classificação de risco para escuta qualificada com o profissional enfermeiro, sendo classificado como imediato, prioritário e atendimento do dia. Para além da escuta clínica são considerados também critérios de vulnerabilidades. Em consonância com o acolhimento, a agenda dos diversos profissionais contemplará vagas para esse público. Enfatizamos que não há vagas limitadas para o atendimento dos usuários com evento agudos no horário de funcionamento da unidade que ocorre de 7hs-19hs.. Aprendizado e Análise Crítica: Aprendizado: Realização/satisfação profissional e da gestão em vivenciar a organização do serviço na APS, promovendo equidade e acesso a assistência aos usuários do território de abrangência e aos que necessitam no dia do adoecimento. Análise Crítica: O desafio para a implementação do acolhimento com classificação de risco foi envolver os profissionais da APS na acreditação do serviço e manter uma gestão de qualidade e participativa com foco na humanização do cuidado.. Referências: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. HumanizaSUS: documento base para gestores e trabalhadores do SUS. 4. ed. Brasília: Ed. Ministério da Saúde, 2016. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Acolhimento à demanda espontânea. Brasília: Ed. Ministério da Saúde, 2013a. 56 p. (Cadernos de Atenção Básica; n. 28, v. 1). BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Acolhimento à demanda espontânea: Queixas mais comuns na AB. Brasília: Ed. Ministério da Saúde, 2013a. 56 p. (Cadernos de Atenção Básica; n. 28, v. 2). BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde, Política Nacional de Humanização. –256 p.: il. – (Série B. Textos Básicos de Saúde) (Cadernos HumanizaSUS; v. 2, Atenção Básica ). Brasília : Ministério da Saúde, 2010..

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Eixo Temático
  • Eixo 04 - Gestão do cuidado e qualidade nas redes de atenção à saúde