Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

Contextualização O Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil implementa várias políticas voltadas para a atenção à saúde da mulher, abordando diferentes aspectos que vão desde a prevenção até o tratamento de diversas condições. Algumas dessas políticas incluem programas de saúde específicos para mulheres, atenção à saúde sexual e reprodutiva, combate à violência, gestão e prevenção de doenças crônicas, bem como cuidados com a saúde durante a gravidez e o período pós-natal. Essas medidas visam contemplar a longitudinalidade, continuidade e integralidade do cuidado em saúde em várias dimensões diante do contexto de vida e peculiaridades existentes. Tais práticas devem perpassar a visão de cuidado holístico, incluindo diversos profissionais na sua execução. A promoção da saúde por meio de práticas educativas é uma estratégia fundamental para o empoderamento , melhoria da qualidade de vida, inclusão e pertencimento dos envolvidos, além do fortalecimento de vínculos entre equipe e clientela, buscando dessa maneira promover o bem-estar e a qualidade de vida de pessoas dentre elas as mulheres em várias fases de sua vida. Descrição da Experiência Este é um relato de experiência realizado em Unidades de Atenção Primária à Saúde(UAPS) de uma cidade do interior do estado do Ceará através de um Projeto denominado Meu Bem Querer, voltado para realização de práticas educativas a mulheres durante o período gestacional, cujo objetivo fundamental é sensibilizá-las quanto a importância dos cuidados e atenção durante a gravidez. São abordados assuntos relacionados aos seguintes cuidados na gestação: observação de sinais e sintomas esperados e de alerta, nutrição materna, higiene bucal, direitos da gestante, esclarecimentos sobre tipo de parto e como o mesmo acontece, realização de atividades laborais de acordo com a condição, troca de experiências, abertura para esclarecimento de dúvidas dentre outros momentos, visando empoderá-las durante esse momento singular de suas vidas. Para o aprimoramento dessa prática de educação em saúde participam vários profissionais da equipe de saúde da família como médicos, enfermeiros, odontólogos e agentes comunitários de saúde(ACS) e equipe multiprofissional como psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas,profissionais de educação física, colaborando para a prática interprofissional. Além dessas atividades, quadrimestralmente são realizadas visitas à maternidade do município,contribuindo assim com o processo de humanização da assistência. Objetivo e período de Realização Trata-se de uma prática de educação em saúde desenvolvida mensalmente em Unidades Básicas de Saúde(UBS) de uma cidade do interior do Ceará iniciada no ano de 2023 até os dias atuais. Trata-se do Meu Bem Querer, um projeto que visa sensibilizar gestantes quanto aos cuidados durante a gestação, parto e pós-parto, possibilitando troca de saberes entre equipe multiprofissional e pacientes adscritas. Resultados Esses grupos proporcionam um ambiente de apoio e troca de informações entre gestantes e equipes de saúde, permitindo que elas se sintam mais confiantes e capacitadas durante a gravidez e o parto. Contribui portanto para o esclarecimento de dúvidas, orientações relevantes sobre os cuidados durante o período gestacional, direitos, importância das consultas de acompanhamento pré-natal, estabelecimento de vínculos e fortalecimento do cuidado em saúde. Foi possível notar uma boa adesão dentre as participantes nos encontros realizados, assim como a integração dos cuidados através da multiprofissionalidade e visão holística do fazer em saúde. Durante os encontros, floresceu uma bela sinergia, onde a troca de saberes foi celebrada e a participação de todos respeitada. Pudemos observar que o grupo de gestantes contribui positivamente no empoderamento da mulher durante o período gestacional, pois estimula a participação e adesão, construção de práticas de autocuidado, compartilhamento de vivências entre as participantes e fomenta a criação de estratégias de cuidado para saúde e bem estar dessas mulheres. Aprendizado e Análise Crítica O fortalecimento do vínculo através de práticas educativas envolvendo equipe de saúde e pacientes, impactam na continuidade e longitudinalidade do cuidado. Percebe-se que a educação em saúde desempenha um papel essencial na promoção da saúde, prevenção de doenças e no fortalecimento das políticas de saúde do SUS como um sistema de saúde público, universal e equitativo. Além disso, potencializa a troca de saberes, planejamento de intervenções e avaliação conjunta de resultados em saúde. A limitação da participação de gestantes podem decorrer de fatores socioeconômicos, falta de suporte, como transporte e cuidados infantis ou a outros familiares e falta de conscientização sobre a importância desses momentos. Vivenciar a prática em grupos é de suma relevância não apenas para as próprias gestantes, mas também para os profissionais de saúde envolvidos. Ao participar desses grupos, os profissionais de saúde têm a oportunidade de se engajar em práticas colaborativas e construtivistas que promovem a apropriação do fazer profissional e o diferencial na vida dos envolvidos. Tal prática é fundamental para a autonomia das mulheres oferecendo informações relevantes, apoio emocional para os enfrentamentos e os desafios diante dessa fase crucial de suas vidas. Referências BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.459, de 24 de junho de 2011. Institui a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 27 jun. 2011. Seção 1, p. 67. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Departamento de Gestão da Educação em Saúde. Política Nacional de Educação Permanente em Saúde: o que se tem produzido para o seu fortalecimento?. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. BRASIL. Lei nº 8080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 20 set. 1990.Contextualização: A importância da Educação em Saúde para Mulheres tem sido cada vez mais reconhecida como uma ferramenta fundamental para promover o autocuidado e a conscientização em relação à saúde biopsicossocial e possibilitando adquirir conhecimento sobre seus corpos, entender melhor os diferentes aspectos de sua saúde física, mental e emocional, e aprender a tomar decisões informadas sobre seu bem-estar. Isso inclui a prevenção de doenças, a promoção de estilos de vida saudáveis, a busca por tratamentos adequados e a atenção a questões específicas de gênero. Além disso, a Educação em Saúde para Mulheres também é essencial para combater o estigma e a desinformação em torno de certas questões de saúde, como a sexualidade, a saúde reprodutiva e as doenças crônicas. Ao emponderar as mulheres com conhecimento e habilidades, elas se tornam mais capazes de cuidar de si mesmas e de suas famílias, reduzindo assim a incidência de doenças e melhorando a qualidade de vida. É fundamental que os programas de Educação em Saúde para Mulheres sejam acessíveis, inclusivos e culturalmente sensíveis, levando em consideração as diversas realidades e necessidades das mulheres em diferentes contextos sociais, econômicos e culturais. Ao investir na educação em saúde das mulheres, estamos investindo em um futuro mais saudável e igualitário para todas.. Descrição da Experiência: As experiências vivenciadas durante as atividades de educação em saúde foram extremamente enriquecedoras e reveladoras do poder que o conhecimento e a informação têm na promoção da saúde e do bem-estar das mulheres. Foi possível perceber que, ao compartilharem experiências e informações, as participantes se sentiram mais capacitadas e confiantes para cuidar de si mesmas e buscar os cuidados de saúde necessários. A troca de saberes e vivências também fortaleceu os laços de solidariedade e apoio mútuo entre as mulheres, criando uma rede de suporte fundamental para o cuidado com a saúde. Ressalta-se que, a educação em saúde é uma ferramenta poderosa para empoderar as mulheres, permitindo que elas tenham autonomia sobre suas próprias vidas e corpos. Ao promover o autocuidado e a prevenção de doenças, a educação em saúde as ações realizadas contribuíram para a melhoria da qualidade de vida das mulheres e para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Portanto, é fundamental que continuemos a investir e a valorizar as iniciativas de educação em saúde voltadas para as mulheres, reconhecendo o seu papel fundamental na promoção da saúde e da qualidade de vida. Através do conhecimento e da informação, podemos transformar realidades e abrir caminhos para um futuro mais saudável e equitativo para todas as mulheres.. Objetivo e período de Realização: O objetivo principal foi capacitar as mulheres para cuidarem de si mesmas e de suas famílias de forma mais consciente e eficaz, promovendo a prevenção de doenças e a promoção da saúde individual e coletiva. O período de realização desta experiência de troca de saberes e fortalecimento do autocuidado entre as participantes teve duração de seis meses, com encontros semanais para discussão e compartilhamento de conhecimentos sobre diversos temas relacionados à saúde feminina.. Resultados: Durante a realização das atividades, foi possível perceber a importância da educação em saúde como um meio de empoderamento e autonomia para as mulheres, que muitas vezes enfrentam desafios específicos em relação à sua saúde e bem-estar. A troca de informações e vivências entre as participantes contribuiu para a construção de um ambiente de apoio e colaboração, onde todas puderam se sentir acolhidas e valorizadas, por meio do engajamento e interesse em aprender mais sobre sua saúde e bem-estar. Além disso, houve uma troca de experiências e saberes entre as participantes, favorecendo o fortalecimento do autocuidado e a promoção da saúde individual e coletiva. Ao final do período, observou-se mulheres emponderadas para tomar decisões relacionadas à sua saúde, que estejam engajadas em hábitos saudáveis e que se sintam mais confiantes para buscar os serviços de saúde quando necessário. A troca de experiências e saberes entre as participantes também contribuiu para fortalecer os laços de solidariedade e apoio mútuo entre elas, criando uma rede de suporte importante para o cuidado com a saúde.. Aprendizado e Análise Crítica: A educação em saúde é uma ferramenta essencial para promover hábitos saudáveis e prevenir doenças, principalmente entre as mulheres, que muitas vezes são as principais cuidadoras da família. É fundamental investir em ações educativas e de empoderamento, a fim de garantir a melhoria da qualidade de vida e o fortalecimento da autonomia das mulheres em relação à sua saúde. Como aprendizado, fica a reflexão sobre a importância de investir em programas contínuos de educação em saúde para mulheres, a fim de promover a igualdade de acesso a informação e serviços de saúde, e garantir que todas tenham a oportunidade de cuidar de si mesmas de forma plena e consciente. A análise crítica destas ações proporciona a compreensão de que a educação em saúde deve ser uma prioridade em qualquer estratégia de promoção da saúde, pois é através do conhecimento e da informação que as mulheres podem se tornar agentes ativas em seu processo de autocuidado e bem-estar. Além disso, a educação em saúde também contribui para a redução das desigualdades sociais, uma vez que as mulheres têm mais dificuldade de acesso a informações e serviços de saúde de qualidade. Portanto, investir nesse tipo de educação é uma forma eficaz de promover a equidade de gênero e garantir que todas tenham condições de cuidar de si mesmas e de suas famílias de forma adequada.. Referências:

Compartilhe suas ideias ou dúvidas com os autores!

Sabia que o maior estímulo no desenvolvimento científico e cultural é a curiosidade? Deixe seus questionamentos ou sugestões para o autor!

Faça login para interagir

Tem uma dúvida ou sugestão? Compartilhe seu feedback com os autores!

Eixo Temático
  • Eixo 05 - Democracia e participação social nas políticas, serviços e ações de saúde