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Apresentação/Introdução: A alta prevalência e incapacidade causada pela dor musculoesquelética (DME) são problemas do Brasil e do mundo. O cuidado a esta condição se concentra no âmbito da atenção primária à saúde, a partir de protocolos que indicam variadas abordagens terapêuticas, inclusive as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). Os custos dos procedimentos, porém, pouco se conhecem no Sistema Único de Saúde.. Objetivos: Por esta razão, este estudo tem como objetivo identificar as PICS realizadas na Estratégia de Saúde da Família e seus custos diretos, para o cuidado do usuário com DME.. Metodologia: Foi realizada uma análise de custos, pelo método de custeio por atividade e tempo, em 4 unidades de saúde de Florianópolis em 2019. A coleta ocorreu por documentos, entrevistas e observação direta para a definição das atividades e identificação dos recursos utilizados, com posterior análise do portal da transparência para busca dos valores de aquisição. Correções monetárias consideraram inflação e taxa do dólar americano por paridade do poder de compra.. Resultados e Discussão: Nas atividades identificadas, a maior parcela dos custos foi relativa às remunerações dos profissionais, seguida de insumos e equipamentos. Os custos finais das atividades variaram de R$31,58 para sessão de terapias corporais da Medicina Tradicional Chinesa a R$42,72 para atendimento fitoterápico. A baixa densidade tecnológica exigida para a realização das atividades, e a exígua oferta de produtos e equipamentos específicos pela rede própria, elevou a proporção do componente “profissional” no custo final, o que é consonante com a literatura. Na ausência de dados nacionais similares de custo, os valores encontrados foram comparados com outras atividades realizadas no âmbito da atenção primária, e internacionalmente, com atividades de PICS realizadas em ambiente não hospitalar, mostrando-se inferiores aos valores estimados na literatura.. Conclusões/Considerações finais: O ineditismo deste estudo fornece evidências que permitem exceder a discussão do custo de procedimentos, pois estimar custos implica em conhecer a organização e os processos envolvidos no cuidado à DME na atenção primária. Os resultados podem, portanto, contribuir na discussão acerca de como as PICS estão inseridas no cuidado, dos recursos que recebem e consomem, e dos profissionais envolvidos. Dessa forma, espera-se estimular a investigação de alternativas que contribuam na otimização do cuidado integrativo à saúde.. Referências: ASSUNÇÃO, M. C. T. et al. Análise de custos em unidade de Medicina Tradicional, Complementar e Integrativa no Brasil. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 54, 2020. BOCCOLINI, P. M. M. et al. Prevalence of complementary and alternative medicine use in Brazil: results of the National Health Survey, 2019. BMC complementary medicine and therapies, Londres, v. 22, n. 1, p. 1-11, 2022. DE PAULA PRUDENTE, M. et al. Tratamento da dor crônica na atenção primária à saúde. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v. 6, n. 7, p. 49945-49962, 2020. KILLINGMO, R. M. et al. Healthcare utilization and related costs among older people seeking primary care due to back pain: findings from the BACE-N cohort study. BMJ open, Londres, v. 12, n. 6, p. e057778, 2022.
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