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Resumo

Apresentação/Introdução: As concepções de autoatenção, estão voltadas para ações coletivas, individuais e locais que busquem promover saúde, recuperação ou controle de uma enfermidade ou ocorrência. Estão inclusas nestas atitudes recursos naturais como plantas, rezas, rituais, benzimentos e outros.. Objetivos: Descrever depoimentos de autoatenção de indígenas Mundurukus em mordidas de cobras.. Metodologia: O estudo faz parte de um projeto amplo e atendeu à Resolução 466/2012, sendo aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade do Estado do Amazonas sob o CAAE: 17408719.2.0000.5016. Foram selecionados para esta amostra 12 (doze) participantes, entre os quais estão: Lideranças, anciões e membros da etnia Munduruku maiores de 18 anos, residentes entre o Municipio de Nova Olinda do Norte e Borba - AM. O estudo foi guiado pela abordagem qualitativa a partir de entrevistas em profundidade contendo perguntas abertas, diário de campo para registrar e anotar achados no decorrer da pesquisa e a observação participante.. Resultados e Discussão: Os resultados parciais deste estudo foram realizados nas aldeias Mucajá, Macambira, Vila Nova e Laranjal distribuidas entre os rios Canumã e Marimari. Para a análise dos dados optou-se pela triade da análise de conteúdo. Entre os resultados parciais, tivemos 7 (sete) interlocutores do sexo masculino e 5 (cinco) do sexo feminino, e entre os depoimentos destacamos os que mais se aproximaram: "A gente espreme o limão e coloca pólvora e dar pessoa beber, a pessoa baldia e aí vem todo o veneno naquele baldio, mas não vier, a gente faz outros remédios caseiros " (Munduruku I) "Eu aprendi que o sumo do cupu é muito bom, mas não sei fazer" (Munduruku II) . "Quando meu filho pegou picada de cobra, dei remédio caseiro, dei julica, ela parece o couro de cobra, é um pau. Eu peguei rapei o pau, tirei o sumo e coloquei na água pra ele tomar" (Munduruku III). Com base nos relatos consideramos mencionar que os saberes e práticas tradicionais relatados foram herdados do próprio convívio familiar.. Conclusões/Considerações finais: Considerar o saber tradicional como uma ferramenta de integração à saúde indígena, torna-se não só um fator de respeito a cultura, mas a possibilidade de novos dialogos, espaços e estrategias que possam contemplar os povos residentes em aréas remotas.. Referências: MENÉNDEZ E. Intencionalidad, experiencia y función: la articulación de los saberes médicos. Desacatos, n.14, p. 33-69, 2005. MENÉNDEZ E. Modelos, saberes y formas de atención de los padecimientos: de exclusiones ideológicas y de articulaciones prácticas. In: Menéndez E. De sujetos, saberes y estructuras: introducción al enfoque relacional en el estudio de la salud colectiva. Buenos Aires: Lugar Editorial; p. 25-72, 2009..

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Eixo Temático
  • Eixo 02 - Populações vulnerabilizadas e invisibilizadas: reparação e saúde como direito de cidadania