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Tabuleiro da Ansiedade: Psicoeducação e Intervenção com Adolescentes e Adultos
Regina Lígia Wanderlei de Azevedo
Agora você poderia compartilhar comigo suas dúvidas, observações e parabenizações
Crie um tópicoIntrodução: A área da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) para o manejo da ansiedade pode ser considerada uma vertente que necessita de conhecimento e prática por parte dos profissionais, devendo considerar procedimentos técnicos, éticos e legais. Objetivo: apresentar o “Tabuleiro da Ansiedade: Psicoeducação e Intervenção com Adolescentes e Adultos” (TAPIAA) como mais uma possibilidade na facilitação da psicoeducação, bem como nas intervenções junto a adolescentes e adultos que trazem como principal demanda sintomas de ansiedade disfuncional. Método: O TAPIAA, teve como base metodológica a abordagem qualitativa, pesquisa exploratória com estudo-piloto junto a pacientes cuja demanda era ansiedade. Após observação direta da efetividade do instrumento, todos os trâmites junto a editora foram providenciados. É composto por 1 tabuleiro, 1 dado, 1 pino, 21 cartas azuis com situações ansiogênicas, 20 cartas verdes com sensações fisiológicas naturais da ansiedade, 20 cartas brancas com distorções cognitivas, 18 cartas amarelas com reações emocionais, 25 cartas marrons com exemplos de comportamentos, 4 cartas vermelhas de questionamentos gerais. Todas as cartas foram criadas tendo como base estudos de casos atendidos na clínica, bem como apontados na literatura como principais sinais e sintomas vivenciados pelo sujeito no contexto da ansiedade. Resultados: Uma vez identificada a demanda da ansiedade, realizada a psicoeducação do modelo cognitivo e também da ansiedade e seus sintomas, o psicólogo apresenta o TAPIAA auxiliando o paciente na compreensão que este fornece sobre os conteúdos a serem trabalhados, sendo um facilitador no processo de intervenção, sobretudo no acesso às suas crenças que são a base para sua forma de vivenciar a atualidade. Após apresentação, o terapeuta pede ao paciente para jogar o dado e andar no tabuleiro com o pino. Caso o pino pare na casa azul, o paciente retira uma carta da situação; na casa verde, cartas das reações fisiológicas; brancas, distorções cognitivas; amarelas, reações emocionais; marrons, comportamentos e, vermelhas, questionamentos gerais. Após seleção aleatória da carta, o terapeuta faz uso do questionamento socrático, reestruturação cognitiva, flecha descendente e/ou quaisquer técnicas que estejam em consonância com a situação específica e demanda do paciente no momento do atendimento e do jogo. Conclusões: Embora este tabuleiro tenha como base a TCC tradicional, este pode ser utilizado e/ou adaptado a terapias da terceira geração. O/a terapeuta pode fazer variações que considere pertinentes, a exemplo de retirar algumas cartas que, após sua avaliação, não fizerem parte da realidade trazida pelo(a) seu/sua paciente.
Olá Regina e Eldi, parabéns pelo trabalho! Achei muito interessante a utilização do Tabuleiro como forma de facilitar as técnicas abordadas pela TCC nos atendimentos clínicos, visto que é uma forma em que o paciente pode agir mais ativamente no processo de psico-educação e se apropriar do seu espaço terapêutico.
Fiquei com apenas uma dúvida: quais foram as dificuldades encontradas pelo psicoterapeuta na utilização do Tabuleiro? Muito obrigada, e parabéns novamente!
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Regina Lígia Wanderlei de Azevedo
Olá Aline.
Obrigada.
As dificuldades encontradas se relacionam mais com, na maioria das vezes, o terapeuta não conseguir finalizar o jogo. O que não é negativo, pois isso acontece porque o paciente interage bastante.
Espero ter sanado sua dúvida.
No mais, pode entrar em contato via email: [email protected]
Cordialmente
Regina