Treinamento de terapeutas cognitivos em sexualidade: uma proposta tomando como base o Ex-PLISSIT

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Painel
  • Eixo temático: Intervenções com adultos
  • Palavras chaves: terapia cognitivo-comportamental; Treinamento de Terapeutas; Sexualidade;
  • 1 Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • 2 Universidade de São Paulo
  • 3 Núcleo de Disfunção Sexual (NUDS)/IPUB/UFRJ

Treinamento de terapeutas cognitivos em sexualidade: uma proposta tomando como base o Ex-PLISSIT

Everton Poubel Santana

/ Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Resumo

A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) tem se apresentado como um modelo eficaz de tratamento para os mais diversos quadros psicopatológicos. A sua notoriedade como método psicoterápico despertou o interesse de diversos estudantes e profissionais e estes passaram a procurar por treinamento na área cognitivo-comportamental. Tendo em vista que a TCC possui diversas adaptações para trabalhar com diferentes diagnósticos, é de se esperar que os treinamentos fornecidos a profissionais dessa área também se adequem às necessidades que terapeutas terão para trabalhar problemáticas específicas. Dessa forma, esse trabalho tem por objetivo apresentar o modelo Ex-PLISSIT, uma forma de treinamento de profissionais de saúde para se trabalhar com queixas sexuais dos pacientes e sua aplicabilidade no treinamento de terapeutas cognitivos. Sendo uma ampliação do modelo PLISSIT, o acrônimo apresenta quatro etapas de intervenção junto a pacientes com queixas sexuais: permissão (permission – P), quando o profissional normaliza e pergunta abertamente sobre queixas sexuais a pacientes; informações limitadas (limited information – LI), que diz respeito ao fornecimento de conhecimentos específicos quanto ao problema sexual; sugestões específicas (specific suggestions – SS), que trata sobre mudanças comportamentais que a pessoa pode realizar visando à resolução das queixas sexuais; e terapia intensiva (intensive therapy – IT), que é o encaminhamento do paciente a um tratamento especializado quando as formas de intervenção breves não se mostraram eficazes na resolução dos problemas apresentados. No Ex-PLISSIT, diferentemente do original, o modelo passa a ser circular e não linear, e são incluídas a prática de automonitoramento e autorreflexão das condutas realizadas. Tendo e vista as características teóricas e práticas do Ex-PLISSIT, este se assemelha ao modelo declarativo-processual-reflexivo desenvolvido por Bennett-Levy para o treinamento de terapeutas cognitivos-comportamentais, que utiliza a autoprática e autorreflexão como formas de desenvolvimento da competência profissional. Levando em consideração que as queixas sexuais dentro do setting terapêutico necessitam de uma atenção especializada para um bom atendimento e resolução, se torna impreenscidivel que o treinamento de terapeutas seja realizado levando em conta as idiossincrasias das diferentes queixas apresentadas no setting clínico.

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