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Na fossilização por mineralização autigênica, os compostos químicos presentes no material fossilizado informam sobre o processo tafonômico ao qual o organismo foi submetido. Para isso, utiliza-se métodos diversos de análise composicional. Cálculos de espessuras de estruturas com composições diferentes são eventualmente necessários para objetivos taxonômicos ou tafonômicos. Para o caso das amostras utilizadas neste trabalho, FIB-STEM, MEV, EDS, SR-micro XRF e fotografias convencionais foram utilizadas para caracterizar a composição de insetos fósseis da Fm. Crato (Cretáceo). A análise das imagens contendo áreas com diferentes composições viabiliza o estudo da distribuição elementar em um fóssil, e, com isso, possibilita a determinação da espessura de estruturas anatômicas, facilitando o entendimento acerca da sequência de mineralização ocorrida. O processamento inicial das amostras para identificação das espessuras se faz de modo manual e visual, usando o software ImageJ. É possível selecionar cada intervalo de pontos e seções desejadas, calculando suas áreas, mas com o custo de trabalho extenso, pois conforme a complexidade da imagem aumenta (heterogeneidade composicional), também aumenta o tempo de medição, representando um desafio a ser superado. A fim de suprir essa demanda, apresentamos um método de automatização do uso do software com códigos externos, que encurta o tempo de identificação de estruturas de composição diferente em uma fotografia ou micrografia (por elétrons retroespalhados validada por mapa de EDS), permitindo o cálculo de espessuras. A automação implementada consiste na associação de códigos em Python e ImageJ Macro language (IJM), de modo a mapear a imagem, selecionando mudanças na intensidade da coloração, com sua coordenada associada, dado um parâmetro de validação variável. A partir dos pontos selecionados, é possível obter a reconstrução visual como forma de validação, a elaboração de gráficos da variação da composição em função da espessura da amostra e cálculos de distribuição das diferentes composições. Em duas amostras (previamente analisadas por FIB-STEM-EDS e fotografias convencionais acompanhadas por mapas de SR-micro XRF) foi possível o mapeamento, a identificação e o cálculo de espessuras de estruturas composicionalmente variadas. A ferramenta mostrou-se eficiente na reprodução visual das amostras e na quantificação das áreas com composições distintas, validando sua aplicação em estudos de fossilização.
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