O presente estudo consiste numa análise artístico-filosófica da performance “Onto-me”. Do ontos – ser e logos – estudo, a ontologia consiste na área filosófica de discussões que investiga a natureza do ente, isto é, daquilo que é. Neste sentido, pretende-se relacionar a questão natural do ser com a da obra de arte, tendo por fio condutor da discussão a performance de movimento “Onto-me”, da qual pôde-se aferir um estudo do que denominamos de ser-obra: quando o que sou é a obra de arte. Na perspectiva teórico-performativa de “Onto-me”, a ideia é de autocompreender-se na projeção cênica não como um “portador” de obra, mas sim como a própria obra, em outras palavras, o eu que sou – é – obra. Para tanto, procedeu-se de metodologia teórico-prática na medida em que foram conciliados estudos de pesquisa e vivência de movimentos para a performance baseados na Dança Imanente, de Mendes (2010) e estudos teórico-analíticos sobre o ser, o corpo e a obra em filósofos e teóricos da arte como Gilles Deleuze e Helena Katz & Christine Greiner.