ÌYAMÍ OSORONGÁ: MINHA MÃE FEITICEIRA

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Este artigo é fruto das pesquisas e experiências que tenho vivenciado como atriz-pesquisadora do feminino sagrado, centradas nas Ìyamís, representações do feminino ancestral na religiosidade afro-brasileira, caracterizadas pelo aspecto triplo e contínuo da criação, sustentação e destruição, símbolos, portanto, dos segredos da vida e da morte, tanto carnais, quanto no âmbito subjetivo das transformações constantes a operar na natureza de modo geral, na qual se insere a vida humana. Neste quesito humanidade, o foco está sobre a ótica do corpo feminino negro, no tocante à ressignificação simbólica e corporificada de simbologias do sagrado que fortaleçam seu arcabouço imagético, relacional e perceptivo. Vivencio a pesquisa através de uma abordagem teórico-prática, na qual descosturo, teço e reteço fios de padrões e heranças sociais que contextualizam esta temática, ao tempo que a costura de poéticas de linguagem cênica vão revelando suas tramas no desenvolvimento de uma encenação performática-ritualística e no compartilhamento de outros saberes sobre as Ìyamís através do campo das Artes da Cena.