ETSEDRON E GRUPO BARDO: CORPOS HÍBRIDOS NAS ENCRUZILHADAS DA PERFORMANCE ART E DA ETNOCENOLOGIA

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Partindo dos estudos da performance e buscando uma aproximação com o universo conceitual da Etnocenologia, o presente texto descreve e analisa as produções de dois grupos de artistas multidisciplinares que se destacaram no cenário artístico da cidade de Salvador, Bahia, assim como em algumas edições da Bienal Internacional de São Paulo: Etsedron (década de 1970) e Grupo Bardo (década de 1990). Essa investigação teve como objetivo geral mapear os artistas da performance em atuação na cidade de Salvador, Bahia, e, principalmente, analisar as fronteiras entre corpo individual e corpo coletivo nas performances produzidas pelos dois grupos aqui estudados – onde a construção de um corpo híbrido se dá. Formas de animais, gestos selvagens, grunhidos, composição em bando, utilização de elementos da natureza (barro, água, cipós e demais vegetações presentes nas paisagens do sertão nordestino). Esses artistas também almejavam levar para os espaços públicos as produções que até então eram cultuadas em galerias, museus, além de outros espaços institucionais. Ao longo do texto, foram tangenciados conceitos associados à Etnocenologia (PRADIER; BIÃO), assim como os conceitos de “afecto”, “corpo sem órgãos” e “devir-animal” (DELEUZE; GUATTARI). O caráter relacional também foi destacado nas performances descritas e analisadas.