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Objetivos: Descrever o uso inadequado de um serviço de urgência e emergência em uma capital brasileira. Métodos: Estudo transversal realizado em um Pronto Atendimento (PA) de Vitória, Espírito Santo. A amostra do estudo foi obtida por amostragem sistemática totalizando 1098 indivíduos. Para mensurar o uso inadequado, utilizou-se o Protocolo de Adecuación de Urgencias Hospitalarias (PAUH), que avalia dimensões de gravidade clínica, intensidade dos serviços prestados e situações que justificariam a utilização. Os dados foram coletados durante 30 dias consecutivos, por meio de entrevista estruturada, incluindo características socioeconômicas, e de utilização do serviço. Utilizou-se o software Stata versão 17. Resultados: Dos 1.098 participantes, 29,3% (IC95% 26,7 - 32,1) fizeram uso inadequado do serviço. Destes, 36,8% (IC95% 31,1 - 42,8) referiram a percepção de que o seu problema de saúde não era muito grave e 36,3% (IC95% 33,0 - 39,7) receberam a classificação de risco nas cores azul/verde. Além disso, 33,1% (IC95% 29,7 - 36,6) utilizaram o serviço das 7h às 17h. O meio de locomoção mais prevalente foi caminhando/ônibus (35,5%; IC95% 31,2 - 40,1). As demais variáveis (sexo, idade, cor, escolaridade, estado civil, autoavaliação de saúde, uso prévio e classificação econômica) não apresentaram diferença estatisticamente significativa. Conclusões: Verifica-se que o serviço é utilizado em condições pouco urgentes, durante o horário comercial e de funcionamento das UBSs, sugerindo que o PA é frequentemente recorrido como atendimento primário para resolução das demandas em saúde.
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