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Objetivos: analisar as notícias de violência sexual contra mulheres e crianças em abrigos durante as inundações no Rio Grande do Sul (RS). Métodos: Estudo descritivo desenvolvido a partir de notícias em versões digitais de jornais recuperadas a partir da ferramenta Google Alerta com as palavras ‘abuso sexual’, ‘abrigo’ ‘enchente’ e ‘RS’. O recorte temporal utilizado para seleção das notícias foi o mês de maio de 2024. Resultados: durante a tragédia climática que iniciou em maio no RS, centenas de pessoas tiveram que deixar suas casas e ficar em abrigos e alojamentos. Foram encontradas 12 reportagens em diferentes jornais digitais sobre casos de violência sexual contra mulheres e crianças em abrigos da capital, Porto Alegre. Inicialmente algumas mulheres que pediram ajuda não receberam auxílio e tiveram que se mudar do abrigo por conta própria para se proteger com seus filhos(as). Após denúncias, mobilização de movimentos feministas e repercussão jornalística, medidas foram tomadas para a segurança das mulheres e crianças, como a investigação policial, prisões dos suspeitos, policiamento reforçado os abrigos e criação de abrigos exclusivos para mulheres e crianças. Conclusões: a tragédia climática que assolou o RS e desabrigou famílias, revelou também as múltiplas vulnerabilidades de mulheres e crianças que não estão seguras nos abrigos emergenciais. É urgente que no planejamento de enfrentamento de crises e tragédias se tenha ações voltadas para a prevenção da violência e o acolhimento de mulheres e crianças, bem como a implementação de protocolos de emergência para crises climáticas com especial atenção às mulheres e crianças.
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