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Resumo

Objetivos: Descrever aspectos psicossociais do trabalho e estimar a prevalência de agravos em saúde mental entre docentes de ensino superior. Métodos: Estudo transversal com 454 docentes de duas universidades públicas da Bahia, com coleta de dados por meio do software REDCap no ano de 2023. Projeto aprovado pelo CEP/UFRB. As análises exploratórias foram feitas no programa SPSS, versão 23.0. Resultados: A amostra de docentes que participaram do estudo foi, majoritariamente, do sexo feminino (61,2%), com idade entre 41 e 59 anos (70,4%), de raça/cor autodeclarada negra (51,3%). Quanto ao trabalho, a cada 10 docentes, 7 (69,5%) consideram que possuem volume elevado de demandas e tempo insuficiente para realizá-las e 30,9% informou usar alguma medicação para lidar com a rotina de trabalho. As demandas do trabalho frequentemente invadem o tempo que outrora era destinado ao descanso em 26,5% dos docentes e ao tempo familiar em 25,6% dos docentes. A insatisfação com o trabalho está presente em 17,6% dos docentes de ensino superior. Quanto à saúde, a prevalência de transtornos mentais comuns foi de 46,7%; ansiedade chegou a 52,2%, depressão foi 28,6% e 48,7% relataram qualidade do sono ruim. Conclusão: Nota-se que há significativa prevalência de agravos em saúde mental entre docentes de ensino superior, acompanhados de presença expressiva de condições de trabalho não saudáveis. Há necessidade de estudos que possam contribuir verificando quais são os principais fatores que podem intensificar esses achados, além de propor intervenções.

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Eixo Temático
  • Saúde do trabalhador e da trabalhadora