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Objetivo: Descrever características sociodemográficas e do trabalho, e estimar a prevalência de Transtornos Mentais Comuns (TMC) e depressão em docentes da pós-graduação stricto sensu em duas universidades públicas da Bahia. Métodos: Estudo transversal descritivo, com amostra de 149 docentes de Programas de Pós-Graduação (PPG) stricto sensu. A coleta de dados ocorreu via Websurvey, utilizando o REDCap, entre agosto e novembro de 2023. As variáveis foram: sexo/gênero, raça/cor da pele, idade, situação conjugal, tempo de trabalho, carga horária, titulação. TMC foi avaliado pelo Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20), depressão pelo Patient Health Questionnaire-9 (PHQ-9) e qualidade do sono pelo Mini-Sleep Questionnaire (MSQ). Resultados: A maioria dos docentes dos PPG stricto sensu são da cor branca (43,2%), mulheres (62,4%), casados (48,9%) e com filhos (68,2%). A média de idade é de 50,96 ±7,67 anos e com tempo de docência de 16,66± 9,02 anos. Quanto à titulação máxima, 61,7% possuem doutorado e 38,3% pós-doutorado. A maior parte trabalha em dedicação exclusiva (89,3%), leciona em cursos regulares (86,6%), orienta projetos de pesquisa (91,9%) e 73,6% dos docentes consideram que o volume de demandas no trabalho é elevado e o tempo para realizá-lo é insuficiente. Observou-se que 73% realizam atividade física e 70, 2% atividade de lazer. Porém, 66% apresentaram qualidade do sono ruim. A prevalência de TMC foi de 40,3% e de depressão 27,2%. Conclusão: É evidente a problemática da saúde mental em docentes dos PPG stricto sensu, um ambiente marcado por competitividade e pressão por produtividade acadêmica, isso pode repercutir no bem-estar mental desses profissionais.
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