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Objetivos: Descrever as características epidemiológicas da sífilis congênita (SC) e analisar sua distribuição temporal nos três municípios mais populosos da Baixada Fluminense (BF) do estado do RJ (ERJ), 2012-2021. Métodos: Estudo descritivo de série temporal. Local e período: Duque de Caxias (DC), Nova Iguaçu (NI) e Belford Roxo (BR), de 2012 a 2021. Dados do SINASC – número de nascidos vivos (NV) e características maternas, e do SINAN – número de casos de SC e variáveis maternas. Indicador: Taxa de incidência por mil NV. Variáveis maternas: idade, escolaridade, cor/raça, realização de pré-natal, momento do diagnóstico e tratamento do parceiro. Para análise da tendência temporal, foi usada a regressão Joinpoint. Resultados: Registraram-se 8044 casos de SC nos municípios, tendo NI o maior número absoluto. BR manteve a maior taxa, alcançando, em 2021, 67,5/1.000 NV, seguido por NI (55,7) e DC (16,40). Houve tendência crescente nas três cidades, com maior magnitude em BR (31,3%/ano; IC: 25,5 a 37,5). Identificaram-se desigualdades na magnitude e tendência da SC, com maiores incidências e crescimento entre adolescentes, mulheres pardas e pretas, e aquelas com baixa escolaridade. Mais de 70% das mulheres realizaram o pré-natal, porém menos da metade teve o diagnóstico de sífilis na gestação, menos de 6% receberam tratamento adequado e menos de 11% dos parceiros foram tratados. Conclusões: Mostrou-se, nos três maiores municípios da Baixada Fluminense, incidências de SC elevadas, crescentes e desiguais. Esse quadro demanda priorização de ações de prevenção no pré-natal, especialmente entre populações mais vulneráveis.
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