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Resumo

Objetivo: O presente estudo teve como objetivo avaliar a associação entre sífilis gestacional e baixo peso ao nascer, pequeno para a idade gestacional e prematuridade. Métodos: Este estudo longitudinal utilizou o Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC) vinculado aos casos de sífilis gestacional do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) de 2011 a 2017. Estatística descritiva e regressão logística foram utilizadas para comparar os desfechos de nascimento de gestantes com e sem sífilis. Resultados: Foram incluídos no estudo 17.930.817 nascidos vivos. Destas, 155.214 (8,7/1.000) foram expostas à sífilis durante a gravidez. A sífilis materna aumentou as chances de baixo peso ao nascer (aOR 1,88, IC 95%: 1,85-1,91), pequeno para a idade gestacional (aOR 1,53, IC 95%: 1,51-1,56) e prematuridade (aOR 1,35, IC 95%: 1,33-1,37). Maiores chances foram observadas para gestantes com título de VDRL ≥64 e sífilis materna não tratada quando comparadas às mães sem sífilis. A análise estratificada por assistência pré-natal mostrou maiores chances para todos os desfechos adversos para mães que compareceram a ≤6 consultas pré-natais. Conclusão: Nossos achados mostraram uma forte associação entre sífilis gestacional e desfechos adversos na criança, com maior probabilidade observada entre mulheres com títulos mais elevados de VDRL, ausência de tratamento e pré-natal inadequado. Estes resultados destacam a necessidade de rastreio e tratamento adequados da sífilis gestacional durante a gravidez para mitigar o risco de resultados adversos no parto.

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Eixo Temático
  • Epidemiologia das doenças transmissíveis