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Objetivo: Verificar a prevalência de fatores de risco e de proteção para doenças crônicas (obesidade, perfil lipídico, pré-diabetes, consumo de bebidas açucaradas, consumo de folhas, legumes e verduras (FLV), consumo de álcool, nível de atividade física, regularidade do sono, hipertensão e tabagismo) em trabalhadores da indústria de óleo e gás nos últimos 10 anos. A hipótese exploratória foi “nos últimos 10 anos houve mudança no perfil de saúde?”. Metodologia: Estudo transversal, com população de trabalhadores de uma empresa de óleo e gás brasileira (n=40.173). Os dados foram extraídos dos registros anuais dos exames ocupacionais (janeiro/2014-dezembro/23). Foram calculadas prevalências anuais de 11 indicadores de saúde para o período (10 anos), constituindo séries temporais. Cada série temporal foi estratificada por faixa etária e sexo. Resultados: Nos últimos dez anos houve incremento nas prevalências de sujeitos fisicamente ativos e no consumo recomendado de FLV (15 e 20 pontos percentuais, respectivamente); queda no consumo de bebidas açucaradas e manutenção do tabagismo abaixo de 3%. Entretanto, houve aumento na obesidade e na pré-diabetes (10 e 5 pontos percentuais, respectivamente). As mulheres apresentam melhores resultados para obesidade, tabagismo, pré-diabetes e consumo de FLV, enquanto os homens tiveram as maiores prevalências de atividade física e regularidade do sono. Conclusões: Ao comparar os resultados das séries históricas com as do Vigitel, identificou-se: melhores prevalências de sujeitos fisicamente ativos, de tabagismo, de consumo de FLV e de bebidas açucaradas em relação à população brasileira, entretanto, perfil de obesidade similar e piores níveis de sedentarismo.
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