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Objetivo: avaliar a reserva ovariana funcional em mulheres com Doença Falciforme (DF) a partir de marcadores bioquímicos e ultrassonográficos. Métodos: Foi realizado um estudo transversal no Programa Municipal de Atenção à Pessoa com Doença Falciforme. A coleta de dados foi realizada em três etapas: avaliação clínica, avaliação laboratorial e avaliação ultrassonográfica. O genótipo da hemoglobina de cada participante foi confirmado por eletroforese de hemoglobina. Para análise do hormônio anti Mulleriano, as amostras de soro e plasma foram testadas utilizado o teste Access2 Immunoassay System (Beckman Coulter) e a contagem de folículos antrais foi realizada a partir da ultrassonografia bidimensional. Resultados: Foram avaliadas 59 mulheres com idade média de 34 ±10 anos. A maioria com diagnóstico do genótipo HbSS e β-talassemia (62,7%). A mediana dos níveis séricos de HAM foi de 1,0 ng/mL (0,1 - 1,5 ng/mL). Níveis mais baixos de HAM foram demonstrados entre participantes com hemoglobinopatia HbSS e β-talassemia em comparação com participantes com hemoglobinopatia HbSC e HbCC (0,5 ng/mL (0,1 – 2,2 ng/mL) vs 1,3 ng/mL (0,0 – 3,2 ng/mL)). Valores do AMH foram menores nas mulheres que faziam uso de contraceptivos orais e naquelas em uso de hidroxiureia. Apenas uma participante apresentou parâmetros ultrassonográficos sugestivos de reserva ovariana funcional muito baixa. Conclusão: O estudo demostrou reserva ovariana funcional diminuída em mulheres com DF, pelo menos metade das participantes tem valores do HAM menor do que 1,0 ng/mL. Estes níveis são nitidamente inferiores ao observado em mulheres saudáveis na faixa etária estudada.
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