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Objetivo: explorar o uso da razão de mortalidade hospitalar padronizada (RMHP) como ferramenta de comparação do desempenho dos hospitais remunerados pelo SUS. Método: estudo transversal, baseado em dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares dos anos de 2017 a 2019. A abordagem metodológica para estimar a RMHP, quociente entre os óbitos observados e preditos, foi adaptada aos dados disponíveis e mensurada para as causas de internação (diagnóstico principal) responsáveis por 80% dos óbitos. Inicialmente, aplicou-se um modelo de regressão logística cujas variáveis preditoras do óbito foram sexo, idade, diagnóstico principal, índice de Charlson e caráter da internação (eletiva/emergência). Em seguida, foram agregados por hospital o total de mortes observadas e o total de mortes preditas pelo modelo, estimando a RMHP. Gráfico de funil com limites de três desvios-padrão e sobredispersão foi utilizado para classificar o desempenho hospitalar. Resultados: dos 3.449 hospitais avaliados, 249 apresentaram pior desempenho (RMHP acima do esperado), com 216.343 mortes, mortalidade bruta de 25,6%, enquanto a esperada era de 12,9%. A RMHP nesses hospitais variou de 1,54 a 6,77. Já os 996 hospitais com melhor desempenho (RMHP abaixo do esperado) registraram 24.295 mortes, mortalidade bruta de 2,7% e esperada de 11,8%. Nesses hospitais, a RMHP variou de 0,01 a 0,45. Conclusão: Há reconhecidos limites nos dados administrativos disponíveis e necessidade de refinamento metodológico para ampliar sua utilização, contudo, a RMHP mostrou-se uma ferramenta aplicável em âmbito nacional e potencialmente útil para avaliação do desempenho hospitalar no SUS.
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