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Objetivo: Avaliar a relação entre o índice de qualidade dos carboidratos (IQC) e a adequação da ingestão de vitaminas e minerais em idosos brasileiros. Métodos: Foram examinados dados de dois recordatórios de 24h, obtidos no Inquérito Nacional de Alimentação de 2017-2018, de amostra nacionalmente representativa de indivíduos com ≥60 anos de idade (n=8.327). O cálculo do IQC considerou a ingestão de fibra dietética, índice glicêmico global, razão grãos integrais/grãos totais e razão carboidratos sólidos/carboidratos totais, proporcionando a estimativa de escore que varia entre 4 e 20, categorizado em quintos. A distribuição da ingestão usual de nutrientes foi calculada pelo método do National Cancer Institute e a EAR (Estimated Average Requirement) foi utilizada na estimativa das prevalências de inadequação segundo o sexo. Utilizou-se o programa SAS® versão 9.4 e as diferenças nas prevalências de inadequação comparando o primeiro (pior qualidade) e último (melhor qualidade) quintos do IQC foi avaliada pela não sobreposição dos intervalos de confiança de 95%. Resultados: Na população avaliada, 54,5% eram mulheres e o IQC médio, 10,7. A prevalência de ingestão inadequada foi mais elevada no primeiro em relação ao último quinto do IQC para cálcio, cobre, folato, fósforo, magnésio, tiamina, vitaminas A, C, E e zinco. Para piridoxina, riboflavina e sódio a prevalência de ingestão inadequada foi mais elevada no último do que no primeiro quinto. Conclusão: Valores mais elevados do IQC se relacionaram com menores prevalências de inadequação de vitaminas e minerais em idosos, podendo ser utilizado como indicador da qualidade da dieta de modo geral.
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