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Resumo

Objetivos: Avaliar a associação entre paridade e aleitamento materno na primeira hora de vida em puérperas da Coorte Guaru-yá. Métodos: Análises de dados de Coorte de Nascimentos de base populacional da rede pública de Guarujá, SP, Brasil (atualmente em andamento). Fora utilizadas informações das mães e seus bebês, coletadas na linha de base, de abril a maio de 2024, por meio de entrevistas estruturadas no leito hospitalar. A exposição foi “primiparidade (sim/não)” e o desfecho “aleitamento materno na primeira hora de vida (sim/não)”. Utilizou-se um modelo de regressão de Poisson com variância robusta ajustado para fatores sociodemográficos maternos, obstétricos e desfechos do nascimento. Razões de risco relativo (RR) e intervalos de confiança de 95% (IC 95%) foram calculados, com auxílio do Software Stata 13.0. Resultados: Foram incluídos 255 mães e bebês; a idade materna média foi de 27,6 (desvio padrão [DP] 10,2) anos, 57% se autodeclararam pardas, e o número médio de consultas de pré-natal foi de 9,7 (DP 3,6). A prevalência de primiparidade foi de 28,4% e de bebês não amamentados na primeira hora foi de 26,7% (IC 95% 21,2 a 32,1). Os bebês de mães primíparas apresentaram um risco 89% maior de não serem amamentados na primeira hora de vida (RR: 1,89; IC 95%: 1,20 a 2,97; p=0,006) em comparação aos de mães multíparas. Conclusões: A primiparidade foi associada a um risco de início tardio de aleitamento, indicando a necessidade de estratégias direcionadas para apoiar as mães, em especial as primíparas, na iniciação precoce da amamentação.

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Eixo Temático
  • Epidemiologia do curso de vida