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Objetivos: Analisar o tempo transcorrido do acidente ao atendimento médico do escorpionismo por município brasileiro, de 2007-2020. Métodos: Estudo agregado descritivo com microdados das notificações de escorpionismo no Brasil, 2007-2020, provenientes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), considerando campos “Tempo Decorrido Picada/Atendimento” e “Município de Ocorrência do Acidente”. Municípios criados após 2007 e códigos inválidos foram desconsiderados. Análises foram realizadas no STATA 16 e mapas no TabWin 4.14. Resultados: Entre 2007-2020, foram notificados 1.078.357 casos de escorpionismo no Brasil. Destes, 55,1% (N=593.955) chegaram ao atendimento entre 0h-1h, 24,4% (N=262.607) entre 1h-3h e 13,2% (N=142.748) em mais de 3h. Em 7,3%(N=79.047) dos casos, o tempo até o atendimento foi desconhecido. Em 220 municípios, 100% dos atendimentos ocorreram entre 0h-1h, a maioria da região Sul (59,5%), seguida pelo Sudeste (19,1%). Quanto aos atendimentos que ultrapassaram 3h, a região Norte apresentou 28,2% dentre 103 municípios com todos os acidentados atendidos nesse intervalo de tempo, ficando atrás apenas da região Sul (42,7%). Conclusões: Barreiras de acesso referentes ao atendimento precisam urgentemente serem superadas, uma vez que a celeridade é um fator crucial no tratamento, que se agrava conforme o passar do tempo. Essa condição é ainda mais expressiva em crianças, que estão expostas a um maior risco de evolução para o óbito. A redução do tempo até o atendimento é uma dimensão que, junto ao manejo ambiental/sanitário e readequação da distribuição da soroterapia, são essenciais para o enfrentamento ao escorpionismo no Brasil.
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