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Objetivo: Estimar a carga dos acidentes por escorpião, descrevendo seus aspectos epidemiológicos no Quilombo Rio dos Macacos no ano de 2023. Método: Inquérito epidemiológico com quilombolas residentes por mais de seis meses na comunidade Rio dos Macacos, situada em Simões Filho, Bahia. Foram entrevistados indivíduos com idade mínima de 14 anos, por meio de um questionário individual e outro domiciliar. A análise incluiu estatística descritiva, e foi estimado coeficiente de prevalência, utilizando os softwares Microsoft Excel (versão 2016) e SPSS (versão 26). Resultados: Entre os 45 entrevistados, 10 (22,2%) já sofreram acidentes escorpiônicos, com predominância de mulheres cisgênero (6 casos; 54,5%) e pretos (8 casos; 72,7%). Houve prevalência entre jovens (3 casos; 33,3%) e idosos (3 casos; 42,8%), com ensino fundamental incompleto (6 casos; 63,6%). Em relação à ocupação, 6 (63,6%) trabalhavam com agricultura (extração vegetal) e 4 (36,3%) não realizavam atividades fora do ambiente doméstico. Conclusão: O escorpionismo constitui um problema de saúde relevante para Rio dos Macacos, quilombo periurbano, cuja população enfrenta diversas barreiras estruturais, socioeconômicas, e raciais, que dificultam o acesso aos serviços de saúde. Esse aspecto é crucial, pois o tratamento do escorpionismo exige a aplicação rápida do soro antiescorpiônico/ antiaracnídico em ambiente hospitalar. Como o escorpionismo é um agravo de forte determinação social, o enfrentamento desses acidentes requer abordagem intersetorial, envolvendo melhoria de renda, infraestrutura e saneamento, além de acesso ampliado a serviços de saúde.
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