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Resumo

Objetivo: Descrever o aleitamento materno e a alimentação complementar (AC) de crianças admitidas em um hospital universitário do Maranhão. Métodos: Trabalho descritivo realizado com dados coletados em formulários de admissão específicos do serviço de nutrição do hospital. Foram incluídos 172 pacientes internados no período de junho de 2015 a junho de 2016. Formulários incompletos ou de pacientes que não iniciaram a alimentação complementar foram excluídos. Resultados: A maioria dos pacientes era do sexo masculino, 52,3% (n=90) e a mediana de idade foi de 4,5 anos. Um terço dos participantes, 30,2% (n=52), nunca recebeu aleitamento materno exclusivo (AME), a mediana de AME entre o restante foi de 4 meses. Apenas 29,1% (n=50) seguiram em AME até o 6º mês, 38,4% (n=66) tiveram a AC antecipada e 22,7% (n=39) receberam AM predominante. A AC foi iniciada antes do 4º mês de vida em 25,1% (n=43). O principal alimento introduzido foi o mingau, 68,0% (n=117). O leite de vaca integral ou o composto lácteo foram ofertados em 34,3% (n=59). O suco foi ofertado em 39,5% (n=68) e o esquema alimentar de papa de fruta e salgada foi observado em 7,6% (n=13). Conclusão: Nota-se baixa frequência de AME até o 6º mês de idade, assim como alta frequência de introdução precoce da AC, cujo principal alimento introduzido foi o mingau. O esquema alimentar recomendado pelo Ministério da Saúde foi observado em baixa proporção de pacientes. Dessa forma, o planejamento de ações públicas que favoreçam a alimentação saudável no primeiro ano de vida é necessário.

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Eixo Temático
  • Epidemiologia nutricional