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Resumo

O alto índice de pessoas em situação de rua no Brasil é fruto do agravamento de questões sociais. Vários fatores corroboram para a ocorrência desse fenômeno¹. Objetivos: O estudo buscou correlacionar a luz da Interseccionalidade, a raça e gênero das pessoas vivendo em situação de rua no município do Rio de Janeiro. Métodos: Estudo transversal, a partir do Censo com pessoas em situação de rua de 2022, com um total de 7.865, realizado pelo grupo de trabalho composto pelas secretarias de Assistência social, saúde e o Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos do município do Rio de Janeiro e análise através do software Stata SE 15. Resultados: Ao proceder com as análises univariadas, foi possível realizar a caracterização da população estudada, é composta majoritariamente pelo sexo masculino- 82,39%, da faixa etária dos 19 a 59 anos - 48,97% Homens cis - 84,14%, pretos e pardos - 86,35%. Escolaridade - 51,11%, não frequentaram a escola. Teste de Fisher, usando as variáveis cor/raça e gênero, apresentou o valor de 0,190 de significância. Conclusões: A interseccionalidade, possui uma utilidade analítica e política na abordagem de importantes questões sociais. As relações de poder, que envolvem raça, classe e gênero afetam todo o convívio social e criam populações marginalizadas². Neste contexto, observamos que a população (homens) preta é a maioria pelas ruas do município do Rio de Janeiro. Vulnerabilizados desde a reforma urbana do município que gerou o processo de favelização, produto da falta de emprego e renda.

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Eixo Temático
  • Epidemiologia em subgrupos populacionais específicos