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Objetivos: descrever o perfil epidemiológico dos casos compatíveis com a doença de Haff ocorridos no Brasil. Métodos: estudo descritivo a partir de dados secundários provenientes das notificações encaminhadas via e-mail pelas Secretarias Estaduais de Saúde ao Ministério da Saúde, juntamente com os casos registrados na plataforma REDCap, entre 2021 e 2023. Resultados e Conclusões: foram notificados 539 casos, correspondendo a uma média anual de 179,7 casos. O ano de 2022 apresentou o maior número, com 249 registros. Em relação ao local de ocorrência, 80,3% ocorreu na Região Norte, com o estado do Amazonas responsável por 46% dos casos. Constatou-se sazonalidade, com frequência de 67,3% dos casos ocorrendo entre agosto e setembro. Quanto ao sexo, 50,6% dos casos era do sexo masculino e concentraram-se nos na faixa etária de 50 a 59 anos (22,2%). A mialgia intensa foi o sinal comumente relatado (83,7%), seguido de náuseas (55,8%), fraqueza muscular (56%) e urina escura (52,3%). Houve registro de 360 internações e 9 óbitos (letalidade de 1,63%). O Pacú (Piaractus mesopotamicus) e o Tambaqui (Colossoma macropomum) foram as espécies de pescado mais consumidas, estando associadas a 45,6% e 23,2% dos casos, respectivamente. Os pescados foram adquiridos pelos casos compatíveis principalmente em feiras livres ou de ambulantes (38,7%), e consumidos em suas residências (87,6%). A doença de Haff, embora rara, emerge como questão de saúde pública. No período notou-se aumento do número de casos notificados e uma expansão geográfica, indicando maior sensibilidade da vigilância epidemiológica em detectar os casos compatíveis com doença de Haff.
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