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Objetivos: Analisar as características sociodemográficas e clínico-epidemiológicas dos casos de Tuberculose Drogarresistente (TBDR) notificados em crianças e adolescentes no Brasil entre 2010 e 2021. Métodos: Estudo retrospectivo utilizando dados de TBDR notificados do Sistema de Informação de Tratamentos Especiais de Tuberculose (SITETB), em crianças e adolescentes de 0 a 19 anos, no período de 01 de janeiro de 2010 a 31 de dezembro de 2021. As análises descritivas foram realizadas com o software estatístico R versão 4.1.1, explorando características sociodemográficas e clínico-epidemiológicas dos casos. Resultados: De 2010 a 2021, foram notificados 601 casos de TBDR em crianças e adolescentes no Brasil. Destes, 55,1% eram do sexo masculino, 62,1% da raça/cor parda/preta e 90% tinham entre 15 e 19 anos. O estado do Rio de Janeiro apresentou a maior carga da doença (34,6%). A forma clínica pulmonar foi predominante (93%), 85,7% eram casos novos e a resistência primária ocorreu em 55,1% das notificações. A situação de encerramento mais frequente foi o “sucesso terapêutico” composto por “Tratamento Completo” ou “Cura” totalizando 61,9%, seguido pela perda de seguimento do tratamento (20,9%). Conclusões: O controle da TBDR em crianças e adolescentes no Brasil depende de melhoria dos serviços de saúde, incluindo diagnóstico e tratamento, capacitação dos profissionais e fortalecimento da rede de saúde para otimização do sistema de referência e contrarreferência. Além disso, é fundamental promover a saúde e fortalecer o Plano Nacional de Vacinação, especialmente a vacina BCG, que protege crianças contra a tuberculose.
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