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Resumo

Objetivo: Descrever a incidência dos tipos de pneumoconiose relacionadas ao trabalho no Brasil, de 2013 a 2023. Métodos: Estudo ecológico com dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) via Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foi realizado com base nos dados socioeconômicos (sexo, faixa etária, raça/cor, escolaridade) e clínicos (tipo e tempo de exposição -sílica, asbesto, poeira mista e carvão mineral) dos pacientes com pneumoconiose. Resultados: Houve 4077 casos de pneumoconiose, em que as maiores taxas nos períodos de 2013-2018 e 2019-2023, respectivamente, foram: sexo masculino (96,1% e 95,13%), faixa etária acima de 55 anos (54,38% e 59,95%), raça branca (48,56% e 55,87%), Ensino Fundamental de 1° a 4° série (28,42% e 25,45%), exposição maior de 1 ano (91,95% e 96,1%) e tipo silicose (60,49% e 64,51%). A incidência de silicose foi maior nos períodos de 2013 a 2016 e 2019 a 2023, com exceção de 2017, em que a maior incidência foi de asbestose (0,261/100.000 habitantes). A pneumoconiose por poeira mista e carvão mineral tiveram incidência constante de 2013 a 2023. Conclusão: A análise da pneumoconiose no Brasil destaca a predominância da silicose, com variações temporais e demográficas marcantes. Os dados apontam desafios contínuos na saúde ocupacional, especialmente entre trabalhadores masculinos de idade avançada, cor branca e baixa escolaridade, necessitando de ações de educação, vigilância, monitoramento e prevenção em saúde mais eficazes.

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Eixo Temático
  • Saúde do trabalhador e da trabalhadora