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O estudo objetiva explorar a percepção de fiscais sanitários e proprietários de estabelecimentos alimentícios sobre a atuação da Vigilância Sanitária em Viçosa, Minas Gerais. Trata-se de um estudo qualitativo utilizando a técnica de grupos focais (GF) e posterior análise de conteúdo com ênfase na garantia da segurança alimentar e no controle do risco sanitário. O GF foi realizado de forma presencial, apoiado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL) e com duração de 60 minutos cada. Participaram do estudo 8 fiscais (GF1) e 10 proprietários (GF2), a maioria do sexo feminino, com idade entre 28 a 45 anos. A partir da análise de conteúdo foram identificadas duas categorias: “Desconhecimento das ações da Vigilância Sanitária” e “Falta de assistência dos fiscais sanitários”.Os fiscais (GF1) afirmaram que os proprietários desconhecem a importância da atuação da vigilância, a relevância do poder de polícia e executam de forma ineficiente as Boas Práticas de Fabricação (BPF). Enquanto os manipuladores (GF2) relatam que falta a assistência por parte dos profissionais nas ações de BPF, pois só realizam a fiscalização. Há divergências entre as percepções dos sujeitos, visto que foram identificadas barreiras quanto ao desconhecimento do processo de trabalho da Vigilância e das ações de BPF e seus impactos na saúde pública. Sendo assim, é imprescindível fortalecer as ações e estratégias de atuação da vigilância sanitária em âmbito local. O estudo aponta a necessidade de políticas e programas que incentivem sobre a garantia da segurança alimentar e o gerenciamento do risco sanitário em estabelecimentos alimentícios.
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