PADRÕES DE COMPORTAMENTOS DE RISCO À SAÚDE PREDIZEM SOBREVIDA DE PESSOAS IDOSAS?

Vol. 3 2024 - 200312
Comunicação coordenada (apresentação oral)
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Resumo

Objetivo: investigar se padrões de comportamentos de risco à saúde predizem a sobrevida de pessoas idosas. Métodos: estudo longitudinal com dados da onda 1 (n=1.702), 2 (n=1.197) e 3 (n=1.335) do estudo EpiFloripa Idoso (60 +), residentes em Florianópolis/SC. Padrões de comportamentos foram criados com técnica de cluster considerando: consumo insuficiente de frutas, legumes e verduras (FLVi), atividade física insuficiente (AFi), tabagismo (T) e consumo de álcool de risco (A). O desfecho do estudo foi o tempo até o óbito, em meses. Foram estimadas hazard ratios (HR) brutas e ajustadas para fatores sociodemográficos. Resultados: a prevalência dos padrões de comportamentos na onda 1 foi de 10,2% para o padrão FLVi, 19,9% para AFi, 58,1% para grupo FLVi + AFi e 11,8% para pessoas no padrão AFi + FLVi + T + A. As taxas de mortalidade (por 1.000 pessoas/mês) foram de 2,0 (FLVi), 3,9 (AFi), 4,0 (FLVi + AFi) e 3,5 (AFi + FLVi + T + A) óbitos. Comparado com o grupo FLVi, os demais padrões de comportamentos apresentaram 25% (AFi) (HR ajustada: 1,25; IC95%:1,02-1,53), 36% (FLVi+AFi) (HR ajustada: 1,36; IC95%:1,13-1,65) e 53% (AFi + FLVi + T +) (HR ajustada: 1,53; IC95%:1,14-2,06) maior probabilidade de óbito. Conclusões: o padrão de comportamento mais prevalente na linha de base foi o FLVi + AFi. Indivíduos com padrão AFi apresentaram maior risco de morrer, sendo que o agrupamento de comportamentos aumentou ainda mais o risco de morte, destacando-se o padrão de pessoas idosas que apresentavam os quatro comportamentos de risco.

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Eixo Temático
  • Epidemiologia do envelhecimento