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Objetivo: Investigar a associação entre o padrão alimentar ultraprocessado e a saúde mental de crianças e adolescentes na população alemã. Métodos: Foram utilizados dados da German Health Interview and Examination Survey for Children and Adolescents (KiGGS) que incluiu uma amostra representativa de 12.094 jovens alemães, com idades entre 5 e 17 anos. Entre 2003 a 2006, eles responderam a um Questionário de Frequência Alimentar (com 45 itens) e tiveram sua saúde mental reportada pelos pais ou responsáveis por meio do Questionário de Capacidades e Dificuldades (SDQ - Strengths and Difficulties Questionnaire), cuja pontuação foi dividida em duas categorias: escores ≤ 12; e escores ≥ 13 e ≤ 40. Análises descritivas foram realizadas utilizando medidas de tendência central (médias e proporções). Análises de regressões logísticas, bruta e ajustada, para a associação entre o padrão alimentar ultraprocessado e saúde mental foram realizadas, considerando sexo, idade, índice de massa corporal, frequência de atividade física, maturação sexual e condição socioeconômica como covariáveis. Resultados: Os alimentos ultraprocessados representaram, em média, 51,76% da ingestão diária de calorias das crianças e adolescentes, variando de 36,53% (1º quartil) a 67,45% (4º quartil). O padrão alimentar ultraprocessado mostrou-se associado à piora da saúde mental no modelo bruto (ORbruto=1,93; IC95%:1,68-2,23) e após ajustes para variáveis de confundimento (ORajust=1,67; IC95%:1,44-1,94). Conclusões: Em acordo com a literatura atual, os resultados indicam que o padrão alimentar ultraprocessado está associado à pior qualidade da saúde mental de crianças e adolescentes.
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