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Objetivo: Avaliar motivos da não adesão vacinal em trabalhadores/as da saúde. Metodologia: Estudo transversal com amostra probabilística de 1.635 trabalhadores/as da saúde dos serviços de atenção primária (APS) e média complexidade de município baiano, realizado em 2019. Aplicados questionários no local de trabalho, incluindo informações socioeconômicas e vacinal. Resultados: Dentre os/as trabalhadores/as avaliados 10,5% não aderiu a vacinação de Hepatite B, 11,7% não aderiu a febre amarela, 14,3% não aderiu a tríplice viral, 7,7% não aderiu a dT, 18,7 não aderiu a BCG, 17,8% não aderiu a influenza. Dentre os motivos para não adesão, 46,4% (n=780) referiram ter dúvidas sobre vacinas, 9,2% (n=154) acreditam não ter risco de contrair doenças infecciosas, 12,4% (n=209) falta de tempo, 8,9% (n=149) por contraindicação, 21,8% (n=367) por questão de religião, 48,6% (n=817) por acesso à fake news, 49,0% (n=825) por medo de agulha, 37,3% (n=628) por falta de interesse, 34,5% (n=577) por não acreditar, 48,4% (n=814) medo de reações e 19,4% (n=326) por poucos estudos. Conclusão: Os motivos da não adesão vacinal apontam alta discrepância para não receber vacinas por dúvidas, fake news, medo de agulha e medo das reações. Recomenda-se a aplicação de atividades estratégicas, como educação em saúde para esclarecimento e desmistificação destes motivos e ampliação da cobertura vacinal.
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