MORTALIDADE MATERNA DE MULHERES MIGRANTES INTERNOS E INTERNACIONAIS NO BRASIL

Vol. 3 2024 - 200419
Comunicação coordenada (apresentação oral)
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Resumo

Objetivo: Investigar o risco de mortalidade materna entre migrantes internas e internacionais no Brasil. Métodos: Foi utilizada a Coorte de Nascimentos do CIDACS, contendo individuos aplicando para o Cadastro Unico para Programas Sociais vinculados ao Sistema de Informacoes sobre Nascidos Vivos (SINASC) e ao Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) entre 1 de janeiro de 2011 e 31 dezembro de 2018. Investigamos os obitos maternos entre mulheres de 10 a 49 anos registradas na Coorte usando a regressão logística ajustada por idade e escolaridade da mãe, sendo calculada Razao de Odds (OR) de mortalidade materna entre migrantes internacionais (quem nasceu em outro país) e internas (brasileiras morando em um estado diferente de onde nasceram) em comparação às brasileiras não migrantes. Resultados: Incluimos 10.652.869 nascidos vivos, sendo 10.177 (0,1%) nascidos de mulheres migrantes internacionais (óbitos=19), 1.489.828 (13,9%) de migrantes internas (óbitos=850) e 9.152.864 (85,9%) de não-migrantes (óbitos=5,586). Migrantes internacionais eram mais velhas (media=28,8anos (sd=6,7)) e com maior escolaridade (48,8% com ensino médio ou superior (EMS)) comparada à migrantes internas (26,2anos (sd=6,5); 20,0% EMS) ou à não-migrantes (24,5anos (sd=6,3); 14,8% EMS). Apos ajuste para idade, migrantes internacionais tiveram mais de duas vezes a chance de óbito comparado com brasileiras não migrantes (OR=2,49, IC95%: 1,59-3,91). Entre migrantes internas, após ajuste por idade e escolaridade da mãe, a mortalidade foi menor comparada com brasileiras não migrantes (OR=0,88, IC95%: 0,81-0,94). Conclusões: As mulheres migrantes internacionais apresentaram maior chance para óbito materno. Nas migrantes internas, a condição de migração não está associada ao maior risco.

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Eixo Temático
  • Epidemiologia em subgrupos populacionais específicos