MORTALIDADE DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES INDÍGENAS E NÃO INDÍGENAS NA PANDEMIA DE COVID-19

Vol. 3 2024 - 202080
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Resumo

Objetivos: Descrever a mortalidade geral de crianças e adolescentes indígenas durante os anos de 2020 a 2022, comparado com a mortalidade de crianças e adolescentes não indígenas e analisar as coberturas vacinais de COVID-19 nesta população no período. Métodos: Para análise de mortalidade, utilizou-se dados do DATASUS, via TABnet – SIM, sendo a taxa de mortalidade calculada por faixa etária, projetada de acordo com metodologia sugerida pela OMS. Análise vacinal utilizou dados dos Informes epidemiológicos da SESAI, de janeiro a outubro de 2022, entre crianças e adolescentes indígenas, considerando a vacinação por faixa etária e tipo de dose aplicada. Resultados: Na análise de mortalidade, os resultados apontam que para as crianças de 5-9 anos, o fator de proteção observado na população não indígena não ocorreu na indígena [RR 1,39 e p < 0,05]. Para a população de 10-19 anos, não houve diferença estatisticamente significativa [ RR 1,37 e p > 0,05]. Indígenas de 5 a 11 anos apresentaram 60,48% de cobertura vacinal, sendo a maior na região S e SE (83,83%) e a menor na região N (35,5%). Entre os de 12 a 17 anos, a cobertura vacinal atingiu 84,02%, sendo maior na região NE (88,64%) e pior na região N (54,42%). Conclusões O estudo revela disparidades nas taxas de mortalidade entre crianças indígenas e não indígenas na pandemia, além de apontar para disparidades regionais de cobertura vacinal entre os DSEI. Estudos mais aprofundados sobre as causas destas diferenças e impacto da disparidade de cobertura vacinal deverão ser conduzidos.

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Eixo Temático
  • Epidemiologia em subgrupos populacionais específicos