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Resumo

Objetivo: Monitorar a utilização e o impacto orçamentário do tafamidis meglumina no tratamento da polineuropatia amiloidótica familiar no SUS. Métodos: Estudo descritivo com dados de outubro de 2019 a setembro de 2022, referente aos três primeiros anos de uso do medicamento. Foram realizadas análises descritivas das características demográficas da população incluída, além de avaliações dos dados de utilização e do impacto orçamentário. Os dados estimados usados para recomendação de incorporação da Conitec foram comparados aos dados observados após a implementação do medicamento. Resultados: Foram identificados 630 indivíduos que utilizaram o tafamidis meglumina, com média de idade de 60 anos. A maioria era do sexo masculino (57%) e residente na região Sudeste do país (59%). O número pessoas em tratamento aumentou durante o período analisado e foi superior ao estimado em todos os anos, com o maior erro no primeiro ano (145%) e o menor no último ano (33%). O preço do medicamento variou de R$ 398,46 a R$ 547,89, sendo inferior ao valor estimado para incorporação (R$ 569,27). O impacto orçamentário observado no primeiro ano foi 16% superior ao estimado, mas nos anos seguintes foi entre 9% e 37% inferior ao previsto. Conclusões: O monitoramento de tecnologias de alto custo como o tafamidis meglumina é essencial para a manutenção do SUS. A difusão do medicamento foi mais rápida do que o previsto, porém foi adquirida por um valor inferior, resultando em um impacto orçamentário menor no segundo e terceiro ano. Isso assegura eficiência no uso dos recursos e sustentabilidade financeira.

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Eixo Temático
  • Avaliação de tecnologias médico-sanitárias