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Objetivo: Este trabalho analisou a distribuição espacial da Leishmaniose Visceral Humana relacionada às variáveis ambientais e socioeconômicas, na mesorregião do Sudeste Paraense, no estado do Pará, no período de 2011 a 2022. Material e Métodos: Foram utilizados dados epidemiológicos do Ministério da Saúde, socioeconômicos e cartográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e ambientais do MapBiomas Brasil. As análises de significância estatística foram realizadas com o teste Qui-quadrado, e as de dependência espacial entre as variáveis, com as técnicas de Kernel e Moran. Este estudo recebeu um parecer favorável, número 3.292.673, do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade do Estado do Pará. Resultado: Foram confirmados 1376 casos da doença. O maior percentual dos casos foi em indivíduos do sexo masculino (61,6%), pardos (73,3%), crianças (49,3%), escolaridade não aplicável (39,5%), ou seja, crianças com menos de 3 anos de idade e residentes da zona urbana (87,1%). Foi confirmada dependência espacial dos casos da doença com os diferentes tipos de uso e cobertura do solo identificados no território. Conclusão: A distribuição da doença ocorreu de forma não-homogênea. Foram observadas diferentes relações entre as variáveis estudadas e a ocorrência da doença.
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