INTERAÇÕES SOCIAIS E QUALIDADE DE VIDA REDUZEM O RISCO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA EM IDOSOS

Vol. 3 2024 - 201950
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Resumo

Objetivo: Testar a associação entre as interações sociais, a qualidade de vida e o risco de violência doméstica em idosos do estudo EpiFloripa. Métodos: Foram utilizados os dados das entrevistas realizadas em 2009/10 (onda 1, n=1.702), 2013/14 (onda 2, n=1.197) e 2017/19 (onda 3, n=1.335) da coorte que acompanha uma amostra de indivíduos com 60 +, residentes na área urbana de Florianópolis/SC, há mais de dez anos. O desfecho foi 3 ou mais pontos na escala H-S/EAST de risco de violência. As exposições foram: o uso de internet (sim/não), trabalho remunerado (sim/não), participação em grupos sociais (sim/não), apoio social (mediana da escala MOS-SSS), qualidade de vida - controle/autonomia e autorrealização/prazer (tercil superior do CASP-19), em cada onda. Utilizado o modelo de análise longitudinal (Equações de Estimativa Generalizadas), estimando as razões de chances (OR) com intervalos de confiança de 95%, brutas e ajustadas (sexo, faixa etária, escolaridade e renda). Resultados: O risco de violência doméstica nas Ondas 2 e 3 teve uma prevalência de 32,7% (IC 95% 30,0-35,5) e de 22,5% (IC 95%: 20,2-24,9), respectivamente. Houve redução significativa na chance de violência para aqueles no tercil superior do controle/autonomia (OR: 0,29, IC 95%: 0,22-0,58), autorrealização/prazer (OR: 0,43, IC 95%: 0,34-0,54) e apoio social (OR: 0,43, IC 95%: 0,33-0,58); bem como trabalho remunerado (OR: 0,67, IC 95%: 0,49-0,91), participação em grupos (OR: 0,76, IC95%: 0,63-0,92) e o uso de internet (OR: 0,78, IC95%: 0,64-0,95). Conclusões: As interações sociais e a qualidade de vida reduzem as chances de violência doméstica em idosos.

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Eixo Temático
  • Epidemiologia do envelhecimento