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Resumo

Objetivos: analisar a associação entre a insegurança alimentar e a qualidade de vida em gestantes. Métodos: Estudo transversal, com gestantes em acompanhamento pré-natal em serviços públicos de saúde em Colombo (PR), no período de 2018 a 2019. A insegurança alimentar foi investigada por meio da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar, e a qualidade de vida por meio do Whoqol-Bref. Diferenças entre os escores dos domínios de qualidade de vida, e os níveis de insegurança alimentar, escolaridade e renda foram investigadas por meio do teste de Kruskal-Wallis. Resultados: 604 mulheres foram avaliadas, sendo a prevalência de IA de 42,9% (IC95% 39,0; 46,9), 36,4% leve, e 6,5% moderada ou grave. Maiores escores para qualidade de vida foram observados nos domínios social (p50=75) e psicológico (p50=70,8). Observou-se menores escores do domínio físico e ambiental de qualidade de vida, com o aumento dos graus de IA, enquanto para os domínios psicológico e social, foram identificados menores escores para mulheres com IA moderada ou grave. Adicionalmente, a maior escolaridade e renda estiveram positivamente associadas aos escores dos domínios de qualidade de vida, Conclusões: Os resultados destacam desigualdades sociais na qualidade de vida na gestação, com piores escores associados à experiência de insegurança alimentar, menor escolaridade e renda.

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Eixo Temático
  • Epidemiologia social e determinantes sociais em saúde