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Resumo

Objetivo: Mensurar o impacto na saúde e no meio ambiente das carnes consumidas pelos brasileiros em um estudo de base populacional. Métodos: Foi utilizado um índice nutricional para calcular a carga líquida benéfica ou prejudicial à saúde, expressa em variação dos minutos de vida saudável associada a cada 100 gramas de carnes consumidas pelos brasileiros, com base em dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (2017-2018). Foram considerados os fatores de risco dietéticos avaliados no Global Burden of Disease (2019), do qual foram extraídos anos de vida ajustados por incapacidade (DALY) referentes ao Brasil. Além disso, foram utilizados dados acerca do uso de água e pegadas de carbono associados à produção de quatro tipos de carnes (bovina, suína, frango e caça). Resultados: Todos os tipos de carne foram associados a perda de minutos de vida saudável e a elevados valores de emissão de gases de efeito estufa e de uso de água (bovina: -16,84’, 20,15 kg CO2eq, 101,74 litros; frango: -2,02’, 1,49 kg CO2eq, 48,50 litros; porco: -17,68’, 1,67 kg CO2eq, 92,35 litros; caça: -13,26’, 6,98 kg CO2eq, 50,26 litros a cada 100 g, respectivamente). Conclusões: O consumo de carnes foi amplamente associado à poluição, ao uso exacerbado de recursos naturais e a malefícios à saúde. Mudanças de hábitos alimentares se fazem necessárias para contornar os efeitos da sindemia global, através da redução do consumo excessivo de carnes, em especial as vermelhas, que se relacionam com impactos ambientais e nutricionais deletérios no Brasil.

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Eixo Temático
  • Crise climática e saúde