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Objetivo: Descrever o processo de vigilância epidemiológica de epizootia em primatas não humanos (PNH) em Minas Gerais que culminou com a detecção do vírus Oropouche-OROV. Método: Em abril de 2012 foi relatada a morte de onze PNH da espécie Callithrix penicillata em Perdões – MG. A hipótese de febre amarela desencadeou o processo vigilância entomológica e de epizootias detalhadas nos resultados. Resultados: Moradores de área rural de Perdões notificaram a vigilância municipal acerca de mortes de PNH. Foi acionada a vigilância epidemiológica estadual que deslocou uma equipe para a área. Perdões, sul de MG, situa-se às margens da Fernão Dias. As carcaças foram encontradas na mata a 1 km da rodovia e 2,5 km da área urbana. No local, formado por bolsões de mata primária e diversas nascentes, observou-se a presença de PNH das espécies Callithrix penicillata (Mico Estrela) e Alouatta guariba guariba (Bugio Marrom). Embora com tempo chuvoso e baixas temperaturas, foram realizadas coletas entomológicas abrangendo todos os quadrantes da mata. Os vetores e o material biológico de um Callithrix penicillata foram remetidos ao Instituto Evandro Chagas. Os insetos foram identificados taxonomicamente como Aedes albopictus, Psorophora ferox, Sabethes albiprivus, Sabethes glaucodaemon, e Wyeomyia spp.,para os quais a pesquisa de vírus foi negativa. O IEC confirmou o isolamento do OROV a partir do pool de vísceras do PNH. A vigilância genômica identificou um novo segmento do genoma M e o vírus foi, então, denominado Perdões-PEDV. Conclusão: Utilizando-se o processo de vigilância de epizootias, identificou-se o OROV fora da região Amazônica.
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