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Objetivo: Analisar vigilância epidemiológica hospitalar da hanseníase, leishmaniose visceral, esquistossomose e tuberculose em 32 unidades da rede estadual de Pernambuco, de 2016 a 2023. Métodos: Estudo epidemiológico transversal descritivo com foco em dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação da Secretaria de Saúde de Pernambuco específicos para hanseníase, leishmaniose visceral, esquistossomose e tuberculose, considerando as notificações de 32 unidades de vigilância epidemiológica hospitalar de 2016 a 2023. Resultados: Durante os 8 anos estudados, foram notificados 83.000 casos destas doenças em Pernambuco, dos quais 14.999 (18,1%) foram registrados pela rede de vigilância epidemiológica hospitalar. A proporção de notificações foi de: tuberculose (76,9%), leishmaniose visceral (17,0%), hanseníase (4,7%) e esquistossomose (1,4%). A maioria das notificações ocorreu em homens (66,6%) e na faixa etária de 20 a 59 anos (68,4%). A raça parda foi a mais acometida (70,7%) e 42,8% dos casos tiveram a escolaridade ignorada, com 10,4% na faixa da 5ª a 8ª série do ensino fundamental. As principais unidades notificadoras foram os Hospitais Geral Otávio de Freitas (26,4%) e Correia Picanço (14,7%), ambos na capital do Estado. Conclusões: Hanseníase, leishmaniose visceral, esquistossomose e tuberculose são condições crônicas e a procura por atendimento em unidades hospitalares geralmente ocorre em complicações agudas ou estágios avançados. A rede de vigilância epidemiológica hospitalar notificou 18,1% dos casos, sendo 76,9% para tuberculose. Medidas de promoção e prevenção são necessárias na atenção primária à saúde para reduzir casos graves e óbitos.
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