FONTES DE INFECÇÃO E ABANDONO DO TRATAMENTO DE HEPATITES B E C NO SUDESTE MATOGROSSENSE

Vol. 3 2024 - 201849
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Resumo

Objetivo: Descrever as principais fontes de infecção dos casos de abandono de tratamento de hepatites B e C em um município do sudeste matogrossense. Métodos: Trata-se de um estudo documental, epidemiológico, descritivo, retrospectivo e de campo. A coleta de dados foi realizada em Rondonópolis, Mato Grosso, de março de 2020 a março de 2022. A população do estudo incluiu todos os casos novos diagnosticados de hepatites B e C notificados e/ou encaminhados para tratamento no Serviço de Atenção Especializada, coletados dos prontuários, caderno de notificação e fichas de notificação compulsória. Foram excluídos os prontuários não encontrados e sem o diagnóstico conclusivo de hepatites B e C. As análises estatísticas descritivas foram realizadas com Software R. Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE:60610722.9.0000.0126 e Parecer:5.735.417). Resultados: Foram analisadas 59 notificações, sendo 49,15% hepatite B e 50,85% hepatite C. Houve abandono de tratamento em 50,85% dos casos totais, sendo 53,33% hepatite B e 46,67% hepatite C. A fonte de infecção pessoa/pessoa prevaleceu (90%), tendo ainda a fonte transfusional em 3,33% dos casos somente de hepatite B e casos ignorados/em branco em 6,67% dos casos totais. Não houve notificação das fontes sexual, uso de drogas injetáveis e vertical. Conclusões: A maioria dos casos de hepatite B e C abandonou o tratamento durante o período da pandemia, sendo a fonte de infecção pessoa/pessoa mais prevalente. Logo, o acesso às informações sobre as fontes de infecção pode colaborar com a redução dos casos desta infecção e contribuir com um tratamento eficaz.

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Eixo Temático
  • Epidemiologia das doenças transmissíveis