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Introdução: No Brasil, os casos de COVID-19 se deram por diversas linhagens, e os sintomas foram mudando à medida que novas variantes surgiram Objetivo: Mapear a sintomatologia das hospitalizações descrita no campo aberto da ficha de notificação atribuídos à COVID-19, conforme a variante vigente no país. Método: Estudo epidemiológico retrospectivo, exploratório e descritivo, utilizando dados desidentificados do banco de dados SIVEP-Gripe da plataforma OpenDATASUS do Ministério da Saúde, abrangendo o período de março de 2020 a 01 de janeiro de 2022. Resultados: Identificou-se os sintomas do campo aberto da ficha de notificação e os dez sintomas mais frequentemente identificados nesse período foram: mialgia, cefaleia, coriza, astenia, inapetência, dor torácica, náuseas e fraqueza, mal-estar e calafrio. Na vigência da variante B.1.1 de março a dezembro de 2020 foram a mialgia 28,3%, cefaleia 25,2%, coriza e astenia 8,1%, inapetência 6,0%, dor torácica 4,7%, calafrio 2,1%, mal-estar 3,0%, náuseas 3,7%, fraqueza 3,2%. A variante brasileira P.1, teve seu auge de dezembro de 2020 a agosto de 2021 os sintomas são os mesmos, mialgia 20,2%, cefaleia 19,3%, coriza 6,0%, astenia 6,9%, inapetência 4,7%, dor torácica 3,2%, fraqueza 2,8%, náuseas 2,7%, mal-estar 2,4%, cansaço 1,9%, prostração 1,6%, calafrio 1,4%, dor nas costas 1,3% além de outros sintomas com frequências menores que 1% Conclusão: As variantes do vírus não só confirmam a diversidade genética significativa, mas também uma gama de sintomas clínicos apresentados pelos pacientes hospitalizados. Essas distinções têm profundas implicações tanto para a epidemiologia quanto para as políticas e práticas de saúde.
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