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Objetivo: Examinar a consistência interna e a estrutura dimensional da versão em português do instrumento “mistreatment of women during facility-based childbirth”, proposto por Bohren e colaboradores. Métodos: Utilizou-se dados da amostra representativa do estado do Rio de Janeiro oriundos da Pesquisa Nascer no Brasil II (n=1.221). As puérperas foram entrevistadas por meio de ligação telefônica ou link de autopreenchimento enviado por WhatsApp aos 4 meses após o parto entre 2021/2024. Utilizou-se o estimador α de Cronbach para avaliar a consistência interna e a Análise Fatorial Confirmatória (AFC) para avaliar a estrutura configural e métrica do instrumento. Resultados: As estimativas do α de Cronbach variaram de 0,47 a 0,80, sendo que as dimensões (i) violência psicológica, (ii) negligência, e (iii) fluídos, mobilidade e acompanhante apresentaram valores acima de 0,70. Os índices de ajustes obtidos na AFC referente ao modelo de 7 fatores proposto por Bohren et al. (2015) foram RMSEA: 0,042 (0,040-0,044), CFI: 0,900 e TLI: 0,890. A estrutura fatorial apresentou cargas fatoriais entre 0,087 e 0,998 (λi > 0,60 em 30 itens; sendo que 16 itens apresentaram λi > 0,80). O diagnóstico via índices de modificação sugeriu possíveis cargas cruzadas. Conclusões: Se corroborado em estudos futuros, o instrumento pode ser uma ferramenta importante para mensuração de violência obstétrica em estudos epidemiológicos. Ressalta-se a necessidade de mais estudos que incluam a avaliação destas e outras propriedades psicométricas não incluídas no presente trabalho, tais como análise da validade convergente, estrutura escalar e outros aspectos da confiabilidade (inter ou intra-obervador).
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