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Objetivo: Avaliar a associação entre estressores ocupacionais (EO) e transtornos mentais comuns (TMC), segundo gênero e geração de nascimento em uma coorte brasileira. Métodos: Estudo transversal realizado com 12.105 participantes ativos da linha de base do Estudo Longitudinal Saúde do Adulto. TMC foram identificados pelo Clinical Interview Schedule – Revised e os estressores ocupacionais, pelo Questionário Sueco de Demanda-Controle-Apoio Social. Prevalências de TMC foram analisadas usando a razão de prevalência (RP) como medida de associação e o teste de qui-quadrado com nível de significância de 5%. A associação entre EO e TMC foi estimada mediante análise de regressão logística binária com análises de potenciais confundidores e modificadores de efeito realizadas por gênero e geração de nascimento. Resultados: 26,8% dos participantes apresentaram TMC. A prevalência entre mulheres foi 35,9% e 19,3% entre homens (RP=1,86; IC95% 1,75-1,98). A associação positiva e estatisticamente significante entre EO e TMC após o ajuste do modelo se manteve entre mulheres da Geração Baby Boomer com trabalho ativo (RP=1,32; IC95% 1,13-1,54) e de alta exigência (RP=1,41; IC95% 1,14-1,73) e entre mulheres da Geração X com trabalho ativo (RP=1,39; IC95% 1,09-1,78). Entre homens não foi verificada associação positiva e estatisticamente significante entre EO e TMC. Conclusões: Os resultados apontam para necessidade de investigar efeitos de longo prazo associados à ocorrência de eventos de vida produtores de estresse e fatores que potencialmente modifiquem seu impacto. Mulheres pertencentes a Geração X e com menor escolaridade estão mais expostas aos efeitos do estresse do trabalho e falta de apoio social.
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