ESTRESSORES OCUPACIONAIS E ADOECIMENTO MENTAL: INTERSECÇÃO DE GÊNERO, RAÇA E CLASSE

Vol. 3 2024 - 202533
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Resumo

Análises interseccionais contribuem para melhor compreensão dos processos saúde-doença, aproximando-se da complexidade da dinâmica dos fenômenos em populações. Objetivo. Avaliar a associação entre estressores ocupacionais e transtornos mentais comuns (TMC), considerando determinantes de gênero, da raça e de classe. Métodos. Estudo transversal com amostra aleatória de 3343 trabalhadores(as) da saúde. A escala Effort-Reward Imbalance (ERI) mensurou os estressores ocupacionais, exposição principal. Os TMC (desfecho), foram avaliados pelo Self-Reporting Questionaire (SRQ-20). Avaliou-se o papel de gênero, da raça e de determinantes da classe (escolaridade e renda) na relação estressores-TMC. A análise empregou modelagem de equações estruturais. Resultados. Os estressores ocupacionais associarem-se diretamente ao adoecimento mental e mediaram a relação do gênero, da raça e dos indicadores de classe com TMC. Gênero e raça mostraram-se dimensões-chave da estratificação social dos(as) trabalhadores(as) da saúde, associando-se diretamente aos aspectos indicativos de classe social - escolaridade e à renda. Gênero, raça e classe associaram-se a situações de trabalho estressante e ao adoecimento mental por caminhos diretos e indiretos. Conclusão. Os resultados evidenciaram a relevância da análise conjunta de gênero, raça e classe para a compreensão da desigualdade nas relações de trabalho-estressores-adoecimento mental na população trabalhadora.

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Eixo Temático
  • Saúde do trabalhador e da trabalhadora