EPIDEMIAS DE DENGUE E SUA CORRELAÇÃO COM VARIÁVEIS ENTOMOLÓGICAS DO VETOR

Vol. 3 2024 - 201660
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Resumo

A dengue é uma das mais importantes arboviroses reemergentes. As estratégias de controle do vetor não tem alcançado resultados positivos. O Ministério da saúde preconiza o índice de infestação larvário do vetor como preditor de epidemias de dengue para direcionar ações de controle. Objetivo: Analisar a distribuição espacial das epidemias de dengue e sua correlação com infestação do Aedes aegypti na fase larvária e na fase adulta em um município brasileiro de tríplice fronteira. Metodologia: Estudo descritivo, retrospectivo no período de dez anos. Aplicado teste de regressão linear simples para avaliar epidemias de dengue e sua correlação entre as variáveis de infestação do vetor da dengue na fase larvária e na fase adulta, em relação ao mesmo mês, um, dois e três meses antes da ocorrência das epidemias. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da USP sob protocolo: 68091717.2.0000.5393. Resultados: Ocorreu correlação negativa das epidemias de dengue com índice de infestação larvário em todos os intervalos pesquisados e correlação positiva p: 0,004 com o índice de infestação do mosquito adulto com intervalo de 3 meses antes das epidemias. Conclusões: O índice de infestação larvário é fraco como preditor de epidemias de dengue embora seja preconizado pelo Ministério da Saúde para esse fim. O índice de infestação do mosquito adulto apresentou se como uma ferramenta eficaz como preditor de epidemias de dengue.

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Eixo Temático
  • Epidemiologia das doenças transmissíveis