DISTRIBUIÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL DA INCIDÊNCIA DE TUBERCULOSE EM INDÍGENAS E NÃO INDÍGENAS

Vol. 3 2024 - 202070
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Resumo

OBJETIVO: Descrever a distribuição espaço-temporal das taxas de incidência (TIs) de tuberculose em indígenas e não indígenas, segundo as unidades federativas (UF) do Brasil, no período de 2011 a 2022. MÉTODOS: Estudo ecológico, temporal e espacial sobre os casos novos de tuberculose no Brasil em indígenas e não indígenas. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) foram coletados para o período de 2011 a 2022 e estratificados por UF, sendo analisados exploratória e estatisticamente por meio do software R 4.2.3. RESULTADOS: A TI média no Brasil foi de 71,7/100 mil habitantes entre indígenas e 28,6/100 mil habitantes entre não indígenas. As maiores incidências para indígenas ocorreram nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Norte, com destaque para as UFs do Rio de Janeiro e São Paulo, e a mais elevada em Mato Grosso (444,9/100 mil habitantes). As taxas mais altas foram registradas em 2013 e 2012 para indígenas e não indígenas, respectivamente, com os menores índices em 2021 para ambos os grupos. O índice de Moran indicou classificação "alto-alto" para indígenas do Amazonas e Bahia, enquanto para não indígenas houve correlação espacial positiva no Amazonas, Roraima, Acre, Rondônia e Goiás. CONCLUSÃO: Altas incidências de tuberculose entre indígenas, em comparação com não indígenas, ressaltam a necessidade de abordagens específicas para atender às necessidades de saúde dessas populações. As disparidades regionais nas incidências indicaram a necessidade de abordar questões socioeconômicas e de infraestrutura que afetam a saúde desses povos.

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Eixo Temático
  • Epidemiologia em subgrupos populacionais específicos