DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS FORMAS GRAVES E ÓBITOS POR ESQUISTOSSOMOSE EM PERNAMBUCO

Vol. 3 2024 - 201786
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Resumo

Objetivo: analisar o padrão espacial das formas graves e óbitos por esquistossomose no estado de Pernambuco. Métodos: Trata-se de um estudo ecológico, analítico de série temporal (2007 a 2017). A população de estudo foi composta pelas notificações confirmadas das formas graves e óbitos por esquistossomose no estado de Pernambuco, sendo analisadas por região de desenvolvimento. Resultados: No período estudado, foram identificadas 9.085 notificações no Sinan para as formas graves da esquistossomose distribuídas em 140 municípios do estado de Pernambuco e, foram identificados 1.956 óbitos por esquistossomose registrados no SIM, distribuídos em 123 municípios. Foram calculadas as frequências absolutas e relativas de cada município, assim como, a taxa média de positividade e taxa média de mortalidade acumulada. Calculou-se o Índice Global de Moran (I) e foram construídos os mapas de Moran. Resultados: Destacam-se as maiores representações de formas graves na Mata Sul (30,75%) e dos óbitos, na Região Metropolitana (47,39%). Para positividade obteve-se o I=0,23, p=0,001 e para mortalidade, I=0,64, p=0,001. Conclusões: A doença ainda persiste nas áreas endêmicas como a Zona da Mata, Agreste e há migração para região Metropolitana, incluindo os territórios litorâneos, mostrando sua expansibilidade no Estado. Essas regiões são consideradas de risco e devem ser áreas prioritárias para investimentos emergenciais em diagnóstico, tratamento e controle.

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Eixo Temático
  • Epidemiologia das doenças transmissíveis